As Dietas Mágicas, por Maria Santana Lopes

Outubro 7
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Não existem dietas mágicas nem milagrosas. Porque se houvesse… seríamos todos magros!

Existem, à nossa diposição, uma série de dietas que nos fazem perder peso rapidamente (basta abrir uma revista ou ir uma livraria). Algumas até muito úteis em situações específicas… Mas não correspondem de forma alguma à atitude apropriada de quem quer perder peso de uma maneira saudável, e de quem quer aprender a comer e manter o peso sem “dietas yô-yô”.

As “dietas rápidas”, que, no fundo, são, na sua maioria, dietas hipocalóricas (com poucas calorias) desiquilibradas, têm as seguintes características:

– Consistem em diminuir drasticamente a ingesta diária;

– Conseguem uma diminuição rápida de peso; mas,quando se pára a “dieta rápida”, os quilos que foram perdidos voltam e, em alguns casos, mais do que aqueles que foram perdidos;

– Podem ter efeitos nocivos para a saúde;

– Muitas vezes eliminam nutrientes essenciais.

Tomemos por exemplo as dietas cetogénicas (sem hidratos de carbono): são dietas ricas em gordura e proteína e o corpo precisa de utilizar a gordura para nos dar energia que deveria vir dos hidratos de carbono. Neste caso perdemos mais peso, mas o que não quer dizer que o que perdemos é só gordura, perdemos também água e massa muscular, que não nos interessa perder. Estas dietas são muitas vezes associadas a aumento do colesterol no sangue, ao aumento do risco cardiovascular, sobrecarga funcional dos rins e do fígado e aumento do ácido úrico. Mas este é só um exemplo de vários tipos de dietas restritivas…

– Têm a desvantagem de não serem mudanças nos hábitos alimentares que podemos implementar para toda a vida;

Há vários estudos que nos mostram que perder peso de uma forma mais lenta e equilibrada é a forma de manter a perda de peso a longo prazo, ao contrário das chamadas “dietas yô-yô” (cujo nome vem do facto de estas dietas provocarem grandes perdas e grandes ganhos de peso, num curto espaço de tempo).

Perder peso de uma forma mais lenta e equilibrada significará perder aproximadamente 0,5 kg por semana, dependendo, claro está, de cada caso. Sendo que a experiência nos diz que ao princípio da dieta a perda será maior.

O que não quer dizer, é claro, que não haja um excesso ou outro por semana, tendo em conta o objectivo ponderal, a idade e a actividade física.

A verdade é que é possível emagrecer fazendo uma alimentação saudável, sem usar dietas demasiado restritivas em alguns nutrientes. E a realidade é que as dietas restritivas têm mais desvantagens do que vantagens porque, além de tudo, não permitem mudanças profundas de hábitos alimentares. E essas sim, são as mudanças que vão ajudá-la a melhorar a sua qualidade de vida. Assim, é mais equilibrado e mais fácil, penso eu, apreendermos a comer de uma forma saudável.”

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