Esqueci-me que tinha um marido!

Outubro 19
3 Comments

Olá, olá! Esqueci-me que tinha um marido! Quando temos um filho as nossas atenções viram-se para ele, o nosso coração apaixona-se e enche-se de um amor inexplicável. Mas não nos podemos esquecer que antes já tínhamos alguém no nosso coração! Um amor diferente, é certo, mas que continua a existir e não pode ser esquecido. Mas é muito fácil que isso aconteça, é a falta de sono, o pouco tempo que passamos a ter para nós, as hormonas… e ainda temos de pensar em dar atenção ao nosso marido?! A verdade é que isso nem sempre acontece e quer se queira, quer não, acaba por ter consequências. Ouvimos muitas vezes falar dos maridos que têm ciúmes dos filhos e se calhar devíamos pensar mais nisto.

Esqueci-me que tinha um marido e só me apercebi agora, passados 9 anos! Por vezes só nos apercebemos das coisas quando as ouvimos de outra pessoa. O meu marido foi em trabalho a uma palestra sobre maternidade e estava bastante emocionado com um testemunho de uma mãe que quando teve filhos deixou o marido de parte. Aquela frase bateu-me forte e de repente percebi que me tinha acontecido o mesmo. Só me saiu “Desculpa!”. Ele ainda me perguntou porquê, ao que lhe respondi “Porque eu também me esqueci de ti!”. Foram precisos 9 anos e de conhecer o testemunho de outra mãe para perceber a minha falha. Não durou 9 anos, é claro, mas pelo menos os 3 primeiros. Essa minha atitude teve consequências graves, claro que nos afastou e criou um espaço gigante, difícil de recuperar.

Acho que quando estamos envolvidas na situação é muito difícil de perceber. É uma situação nova e é difícil ainda termos que dar atenção a um adulto! Mas o pai da criança era o amor da nossa vida e de repente vê-se como alguém que anda por ali. É o marido mas já não é o nosso namorado! Acredito que também não seja fácil e que, sendo ignorado, se comece a “afastar”. Quando somos mães temos de continuar a pensar em nós e também no nosso casamento, os filhos não podem ficar com toda a nossa atenção.

Alguma de vocês também passou por isto e quer partilhar aqui o seu testemunho?

Beijinhos,
Mónica

  1. Carla Alves

    Outubro 19

    Não sei bem se o termo será esquecer – acho que deixa de ser a nossa prioridade, e isso nao significa que esquecemos. Significa sim que depois de entrar um ser – filho- na nossa vida, tudo muda- Nós mudamos e mais, acho até que nos esquecemos de nós enquanto mulheres, isso sim. Passamos a ser as mães – a mãe da/o…
    Mas isso tem que ser maus, é uma aprendizagem, uma nova fase. Acho que nessa fase são os homens que têm que saber chegar a nós porque estamos mais fragilizadas, com as hormonas numa loucura e precisamos também de colo e mimo e não que o marido se afaste porque só damos atenção ao bebe…

    Gosto imenso de a ler!

  2. Inês

    Fevereiro 7

    Olá Mônica,

    Permita-me comentar a cerca deste assunto pela forma como o vejo, sendo eu uma jovem universitária de 21 anos que vive fora durante a semana e é solteira desde sempre (apesar de ter tido uns “namoricos”): acho bastante interessante este assunto que despoletou aqui no blog e realmente é fulcral ter-se bastante atenção à pessoa à qual nos entregamos/namoramos/casamos.
    Acho muito importante a maturidade que se tem para se assumir um compromisso sério com alguém como o de casar e o de ter filhos.
    Daí o ficar reticente e, provavelmente, deixar-me à margem de namorar nesta idade que, a meu ver, ainda é bastante jovem para tal, pois ainda tenho os estudos em primeiro lugar, preparar um futuro independente dos meus pais, etc. então o “ter filhos” em idades tão tenras é um desafio gigante, o qual admiro em muitas das pessoas da minha idade.
    Se calhar o meu pensamento pode parecer estranho, mas por acaso é uma questão que reflito várias vezes por acharem que com a minha idade deveria ter um namorado e não te-lo é algo “anormal” na cabeça de muitas pessoas.
    Tenho gostado bastante de ler estes seus posts mais “introspectivos”.

    Com carinho,
    Inês

    • Mónica

      Fevereiro 8

      Querida Inês,
      Antes de mais, obrigada pelo seu testemunho e mensagem.
      Na minha opinião, não podemos andar atrás do que é “normal”, devemos fazer o que nos faz felizes e realizadas. Para algumas pessoas, a prioridade é casar e ter filhos, para outras não e não vejo mal nenhum nisso. o importante é ser feliz!
      Eu fui um bocadinho ao contrário e também fora do “normal”, casei-me com a sua idade, ninguém percebia porquê! Mas só tive filhos com 28 anos, pois queria aproveitar o meu casamento só a dois e construir uma relação sólida antes de ter filhos. Nesta altura também achavam que eu já estava muito atrasada pois ninguém percebia porque é que eu não engravidava se já era casada há tantos anos…
      Acho que cada pessoa sabe o momento certo para cada etapa da sua vida, siga o seu coração e deixe-o sempre aberto ao amor. Ele irá de certeza encarregar-se de lhe mostrar quando sentir um grande amor.
      Beijinhos!
      Mónica

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