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Macacos de Imitação, por Clara Castela

Novembro 21
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A expressão “macaco de imitação” é muito pronunciada na comunidade infantil. Fazem uso desta expressão com frequência e quase sempre com uma intenção depreciativa. Mas ser “macaco de imitação” não é necessariamente mau, ou melhor, é necessariamente bom. Nascemos e crescemos a ser “macacos de imitação”. Construímos a nossa imagem imitando os outros. Os bebés começam cedo a fazê-lo. Por isso, os outros, funcionam como espelho, onde nos vamos refletindo à medida que nos desenvolvemos, física, psicológica e moralmente. Começamos por imitar expressões faciais, gestos, movimentos, ações e atuações e o modo como nos expressamos oralmente, frases que dizemos, vocabulário que utilizamos ou até ações que desenvolvemos diariamente. As crianças são imitadores profissionais, fazem-no a brincar e têm como referencial o mundo que as rodeias. No fundo fazem imitações representativas do que os seus sentidos apuram.

Quando imitam os outros estão a interiorizar modos de ser, estar e fazer e a assimilar modelos e padrões de vida que ajudam na construção da sua identidade. Obviamente existem outros fatores que contribuem para tal, como o próprio ADN, fatores ambientais, culturais e morais. Ser “macaco de imitação” torna-se então fundamental para crescer. A questão é “o que imitam?”  e  “quem imitam?”…

Os adultos têm aqui uma responsabilidade gigante. Nós somos e damos os modelos da imitação, numa primeira etapa. Nas etapas de crescimento que se seguem, os amigos, a escola, os grupos de pares, os media, as novas tecnologias, as instituições desportivas e culturais, oferecem outros modelos a imitar, mas nós, educadores, continuamos a ajustar e a  regular o comportamento destes “macaquinhos de imitação” que queremos bons cidadãos, atuantes, interventivos, humanos, íntegros, responsáveis, autónomos, educados e criativos. Oferecer modelos positivos torna-se assim essencial nesta tarefa formativa e educativa.

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