O dia-a-dia de uma mulher moderna

Janeiro 27
22 Comments

Olá, olá! O dia-a-dia de uma mulher moderna… Quando era pequena pensava em casar e ter filhos, não me passava pela cabeça como iriam passar a ser realmente os meus dias, pelo menos a minha fantasia era outra, talvez pelos filmes da Disney que via eu não sabia que em vez da Cinderela ia ser no fundo uma Gata Borralheira.

mulher do tempo modernos

Há dias que temos mais força e energia mas há outros que parecem um inferno, temos tarefas atrás de tarefas, sem qualquer tempo para nós ou para tudo o que temos de fazer. Até o combinar qualquer coisa para nos distrairmos parece uma obrigação e ontem o dia foi um desses…. Levantei-me a correr, tratei das miúdas, preparei tudo para a escola e fui trabalhar a olhar para o relógio, não me podia atrasar. Depois foi trabalhar, trabalhar, trabalhar e a meio do dia ligam da escola a dizer que a mais nova está a chorar com dores num olho, nada de grave mas o suficiente para me ficar a bater no pensamento durante todo o dia. “Será que ela está bem, estará  já a recuperar?” Mais trabalho. Entretanto recebo um telefonema a perguntar se já tratei da festa da mais velha, faz anos no dia 02, e tive de explicar a correr tudo o que tinha em mente. De repente: não me posso esquecer de pagar as contas, corri para o multibanco “bolas! uma já passou o prazo!”, liguei a pedir nova referência e corro outra vez para o multibanco. Saio do trabalho e vou a “voar” para Lisboa pois tenho uma reunião importantíssima por causa do blog (novo projeto a implementar), quando chego só arranjo lugar a 4 quarteirões e toca a andar rápido para não chegar atrasada. Refilo entre dentes a rogar pragas a mim própria por estar de saltos e ter de andar aquilo tudo, mas depois mando-me calar pois tenho sorte em ter pernas para andar. “Pára de refilar, mulher!”. Chego à reunião, a tentar manter um ar descontraído e impecável, apesar de sentir gotas de suor a escorrerem-me pelas costas. Saio da reunião e entro no carro, corro para Cascais para chegar a horas decentes de elas fazerem os trabalhos de casa, jantarem e deitarem-se às 20.30h. Tenho um grave problemas com horários, defino-os na minha cabeça e não me posso desviar deles, tudo deve acontecer na hora certa se não entro em stress! Apanho trânsito e quando estou no pára arranca percebo que o meu carro não está a fazer aquele sistema do suposto ECO liga/desliga “então mas ainda agora veio da revisão!! Ok, mais uma coisa para me lembrar amanhã!”. Chego a Cascais 45 minutos depois, nada mau! Vou buscar as miúdas, corro para casa, mando uma para o banho e vou fazer os trabalhos com a outra, 24 palavras para treinar pois amanhã tem concurso de ortografia, GOD! Acabam os trabalhos, mando a mais velha para o banho e vou preparar as fardas e lancheiras do dia seguinte, (pelo meio dou umas trincas num coelho de chocolate para compensar o stress), faço o jantar, sirvo-o às miúdas e tento fazer conversa para perceber como lhes correu tudo na escola . Quando isto acaba sento-me com elas a acho finalmente que vou descontrair. Três minutos depois chega o meu marido e toca de aquecer o jantar, está na hora de eu comer (ainda tenho esse direito). Deito as miúdas pois a hora de deitar é sagrada. Quando me sento no sofá e penso que tudo acabou sou chamada mais três vezes. Querem água, querem mais um beijinho e dizem que gostam muito de mim (tão queridas!), fico com peso de consciência pois desejei que não me chamassem mais nenhuma vez, só queria descansar um bocadinho e elas pediam um simples miminho! Sento-me novamente e ouço “quando é que vais pôr as fotografias nas molduras que penduraste a semana passada?” BOLA!! Estou-me nas tintas por estar há uma semana com outra família a olhar-me de esguelha! Não tenho tempo nem para mim quanto mais para pensar em escolher fotografias e ainda ir a algum sítio imprimi-las! Com isto tudo há que manter a calma pois as crianças não têm de pagar pelo stress adulto e também tento estar com boa cara para o marido acabado de chegar.

Tenho uma postura na vida em que faço por ver o lado positivo das coisas. Se corro é porque tenho emprego, uma família linda e saudável, uma casa, comida na mesa, amigas, etc, mas há dias onde que tudo isto custa muito mais. E pensar que depois resta-me apenas ir dormir para que amanhã comece tudo de novo… Gata Borralheira ou Mulher Moderna?

Quem às vezes também se sente uma Gata Borralheira (encapotada de mulher moderna), ponha a mão no ar. Ou sou só eu que sinto isto? Haja paciência!

Beijinhos,

Mónica

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  1. Nome

    Abril 22

    O meu dedo está mais no ar do que nunca 😉

  2. Rita

    Abril 22

    Não descreveria melhor…. Mas secalhar somos umas gatas boralheiras modernas…. Não ha sapatinho de cristal mas também corremos de saltos a fugir ao tempo 🙂 arrumamos a casa, fazemos comida com os ratinhos sempre a nossa volta. No entanto acho que a sociedade e nos mesmas exigimos a perfeição para tudo o que fazemos. O primeiro passo admitir que ninguém é perfeito e que todos precisamos de ajuda, eu comecei por ensinar o meu “ratinho” a fazer o lanche, preparar a roupa e a mochila da escola no dia anterior, não é o que ocupa mais tempo a fazer mas sempre são 5 minutos ganhos. Em todo o caso, não deixamos se ser gatas boralheiras. Gostei muito do que li. Parabens

  3. Completamente Gata Borralheira, mas sempre a esforçarmo-nos por parecer a Cinderela! Não é nada fácil! Parabéns, muito bem escrito.

  4. My finger is more in the air than ever,,…Bed linen UK. Luxury Egyptian Towels, Bed Linen, Table Cloths, Duvet, Pillows.

  5. Cláudia

    Abril 23

    Dedo mais do que no ar 🙂 e ainda só vou no primeiro… E ás vezes aquela sensação/frustação de quase nem ter tempo para tomar banho ou pentear o cabelo em condições 🙂

  6. Não o descreveria de outra forma*

    Bem dito*

    http://thesimplewaylife.blogspot.pt/

  7. para estar perfeito falta aí tudo o que tenho a fazer depois do jantar, desde arrumar/limpar a cozinha, à roupa para lavar, estender, passar e arrumar…. Ao almoço para levar no dia seguinte, etc etc….

  8. querida Mónica, o que é que o seu maridinho faz para além de chegar às 20.30 e esperar que lhe aqueça o jantar? Mulher Moderna? Desculpe mas no tempo da sua avozinha é que era bom, ao menos as senhoras não tinham que trabalhar fora!

    • Patricia Goncalves

      Janeiro 20

      Pois, mas aparentemente isso n passa pela cabeça de muitas e de muitos. Ainda há muito a fazer, temos de nos convencer q não somos supermulheres e que “o óptimo é inimigo do bom”. 4 quarteiroes de saltos? Por favor…

    • Rosa

      Janeiro 24

      Interessante, o meu pensamento foi mais ou menos por aí, com uma diferença, o que é que a Mónica fez quando o marido chegou…pois é, não são os homens que são machistas tal como eu venho suspeitando, são as mulheres. Lamentavelmente são as mulheres ainda. O marido provavelmente esteve até mais tarde dedicado à sua carreira para poder ascender a lugares de topo, se assim não é neste caso, é em muitos que conheço e sim é a mulher que se anula porque quer, muitas vezes quer controlar o lar, os filhos e faz tudo isso por opção, por genética talvez, então…porquê reclamar que eles têm mais oportunidades que nós? Têm porque muitas de nós não as queremos. E dar comida e enfiar as crianças na cama para cumprir um horário a custo dessas criiancaa saberem quem é essa familia onde nasceram também me parece ter ai algumas prioridades invertidas, perdoe o desabafo mas enfim
      …eu li-a a si também.

  9. Somos todas umas Gatas Borralheiras… Não podemos é deixar de ser umas gatas! 😉

    http://adorosercomosou.blogspot.pt/

  10. Mark Margo

    Dezembro 2

    A vida da tantas voltas as vezes basta um ano
    Mark Margo
    http://www.markmargo.net (entretenimento e cinema)

  11. Sandra

    Janeiro 19

    Adorei este artigo. Descreve tudo aquilo que sinto. Esta Gata Borralheira põe todos os dedos no ar.

  12. Liliana

    Janeiro 29

    Olá, como te entendo! Uns dias gata outros dias cinderela.
    Se puderes visita o meu espaço ainda é um baby ^_^
    http://aculpaedadisney.blogs.sapo.pt/
    Obrigada e bom ano!

  13. Ana Garcia

    Fevereiro 8

    É mesmo assim, sem tirar nem por. Tenho todos os dedos no ar|

  14. Andreia

    Maio 12

    Mãos e pés no ar….. 🙂

  15. Tânia

    Janeiro 18

    Não é só a Mónica que se sente assim 😉 por aqui é tal e qual … então na parte em que escreve “Quando me sento no sofá e penso que tudo acabou sou chamada mais três vezes. Querem água, querem mais um beijinho e dizem que gostam muito de mim (tão queridas!), fico com peso de consciência pois desejei que não me chamassem mais nenhuma vez, só queria descansar um bocadinho e elas pediam um simples miminho” … podiam mesmo ser minhas essas palavras .. até tenho duas meninas 🙂

  16. Tânia Crus

    Janeiro 19

    Tenho os dez dedos no ar!!!

  17. Carla

    Janeiro 19

    Só o facto de você andar na comodidade e luxo da viatura, para trás e para a frente, entre Lisboa e Cascais, e de ter as filhas num Colégio (de fardas, correto?)…já indicia que tem uma rica vida, em comparação com as verdadeiras gatas borralheiras.

  18. Ana Branco

    Janeiro 20

    Eu!!! Estamos juntas ! ?

  19. Rita Figueiredo

    Janeiro 20

    Mónica, cá por casa há dias assim. Contudo, na maioria dos casos o meu marido e o meu filho ajudam. O meu filho ajuda a pôr a mesa, a arrumar o quarto dele e a não espalhar a roupa, o calçado e os brinquedos por tudo o que é lado. Ele sabe que brincar é só no quarto dele. Quanto ao meu marido, ajuda em tudo o que pode: desde limpar a casa, a tratar do miúdo e fazer o jantar. A única coisa que ele não faz é mesmo tratar das roupas! Nos tempos que correm há que partilhar e dividir tarefas senão é o caos e os meus compinchas sabem disso. Por isso, acabo por não sentir muito esse stress e essa correria diária. Acho que no meu caso sou uma mulher moderna 🙂 Beijinhos

  20. Nina Santos

    Janeiro 24

    Mulher que é moderna não vai pagar contas à caixa multibanco, usa o banco online no conforto do seu lar.
    Sou uma mulher de 64 anos, a hiper discriminada “idosa” para uma sociedade Peter Pan, e uso as tecnologias bancárias comodamente em casa.
    Serei moderna? ☺
    Hoje encontrei-a e gostei de a ler. Catapultou-me 30 anos para o meu passado.
    A fugacidade da vida é inexorável…o tempo corre. Demasiado.
    Boa sorte, Mónica
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