Bater (ou não) nas crianças

Agosto 9
29 Comments

olá, olá! Acham bem bater (ou não) nas crianças como método para fazer prevalecer a nossa vontade? Começo por vos dizer que nunca bati nas minhas filhas e acredito ser desnecessário levantar a mão a um ser humano tão pequenino. Inclusive, não acredito que uma valente palmada tenha um efeito positivo na educação de uma criança.

bater nas crianças

Lembrei-me de escrever este artigo pois assisti hoje a um episódio que me revoltou imenso. Estávamos numa bomba de gasolina, na zona de restauração, quando vejo sair de um carro uma senhora aos gritos com a sua filha de 6 ou 7 anos de idade (obesa!). A criança saiu também do carro, cabisbaixa, enquanto a mãe berrava que ela “tinha de comer o croquete”. De repente, puxou a mão atrás e enfiou-lhe um chapadão (o termo tem mesmo de ser este) que lhe fez saltar os óculos de lentes graduadas. Eu e as minhas filhas ficámos nitidamente de boca aberta, e o meu marido até se levantou, tal foi a revolta. A senhora continuou a falar agressivamente com a criança que se debruçou para apanhar os óculos depois de os procurar, “Queres mais? Estás a chorar porquê?!”, “Ou comes ou apanhas!” Neste momento a criança estava com medo de se aproximar da mãe e chorava baixinho tentando dominar as lágrimas, a uns bons 3/4 metros de distancia do carro. “Anda cá!”, gritou a mãe com um ar completamente descontrolado. A coragem daquela criança fez-me arrepiar, pois li nos seus olhos o esforço que fez para começar a andar na direcção de sua mãe. “Se fosse um gelado já comias, não é?!” A filha tentou defender a cara enquanto se foi aproximando e eu troquei um olhar com o meu marido, ambos entendemos perfeitamente o que estávamos a pensar. Não, aquilo não podia estar a acontecer. A criança nem deveria ter de comer o croquete (pois era muito gorda e de certeza que não lhe faria bem) mas pronto, até poderia ser a única coisa que aquela mãe tinha para oferecer por isso quem sou eu para dizer mal. No entanto, a agressividade da senhora pareceu-nos completamente desproporcional ao problema que tinha em mãos. Acredito que há muitos outros géneros de sanções como alternativa à violência física ou verbal. Não me quero alongar muito com esta história horrível, mas achei importante partilhar este filme de terror convosco. Em simultâneo quero lançar-vos uma importante questão. Acham que se deve (ou não) bater nas crianças para as educar? 

Antes de responderem, deixo-vos só mais 4 curtas premissas:

– Um dos nossos grandes amigos apanhou, de cinto, do seu pai sempre que se portou menos bem. No entanto, nunca deixou de se “portar mal” e continuou a ser igual a si próprio até aos dias de hoje (hiper-activo e cheio de personalidade).

– Os meus pais nunca me bateram e cá estou eu, sã e saudável.

– Na Dinamarca se uma mãe for apanhada a bater num filho arrisca-se a ficar sem a sua custódia.

– Acredito que violência gera violência.

Hoje em dia, com a informação a que todas temos acesso, não me parece nada pertinente Educar recorrendo a gritos (claro que há dias e dias e não conheço nenhuma mãe, como eu, que nunca tenha gritado com um filho) ou qualquer outro tipo de violência. Um bom castigo ou um raspanete inteligente servem muito bem para chamar a atenção das crianças e são suficientes para que entendam os limites necessários. É muito importante saber dizer que não na altura certa e tentar conversar sobre as coisas, sempre que possível. Sou mãe, pelo menos há sete anos, e no meu caso acho que tem funcionado bem assim.

Concordam comigo?

Beijinhos, até já,

Mónica

  1. Marta Uva

    Agosto 9

    Sinceramente acho que quem bate em crianças devia ser preso.

    • Paulo

      Agosto 9

      se definir a violência do bater e a idade da criança ate posso concordar consigo.
      Se se refere (é só um exemplo) a um pai ou mãe que dá uma palmada no rabo de um miúdo de 5 anos que esta a atirar o conteúdo de uma prateleira do supermercado, porque está a fazer birra… pois, não acho que mereça prisão.

    • kim

      Março 18

      Marta, vc é completamente doida

  2. Os meus apanham quando é preciso. O respeito é bom e eu gosto e quando merecem até com uma bengala já lhes bati. As suas é que são umas anjinhas 🙂

    • Ceu

      Agosto 10

      e acha que para bater nas criancas precisa ir de bengala?O facto de ser adulto ja lhe da poder sobre elas,nao tem de ser com objetos,isso e cobardia.

  3. Mudam-se os tempos e mudam-se os costumes. Toda a vida apanhei do meu pai e isso fez de mim um homem rijo e pronto para esta vida. Agora anda tudo a criar florezinhas e depois vão ver o que vai dar. Não concordo consigo, desta vez.

  4. Susi

    Agosto 9

    Eu acho que as mães que batem nos filhos nunca vão falar aqui abertamente sobre isso porque devem ter peso na consciencia. Ainda não sou mae mas quando lá chegar nunca baterei nos meus filhos

    • Paulo

      Agosto 9

      não vejo qualquer problema porque um pai o mãe admita que da ou deu o vá dar uma palmada na criança. não creio que tenha que ter problemas de consciência por isso.
      Uma palmada ‘didatica’ como lhe chamam não é espancar, nao é humilhar (por isso nao deve ser dada em publico, etc)
      E também não é necessária, ha outros métodos certamente, mas isso não faz com que quem educa não possa usar esse.
      Se não tiver que usar esses métodos e conseguir criar crianças que sejam funcionais na sociedade parabéns para si!

    • Filipa

      Maio 27

      NUNCA baterá nos seus filhos??? Gostava de ver isso quando a deixarem num estado de nervos à beira da loucura….. Mas sinceramente espero k nunca lhe aconteça…. Os meus levam uns tapas no rabiosque qd é preciso…. Mas acredite k me dói mais a mim ter de o fazer…. Nunca diga nunca…..

  5. Uma palmada bem dada nunca fez mal a ninguém

  6. Pedro

    Agosto 9

    Atualmente tenho 19 anos e até aos meus 12/14 apanhei … resultado : não alterei os meus comportamentos e hoje tenho gaguez… a gaguez acava por prejudicar o meu dia a dia como é óbvio . A partir de uma certaIidade meus pai começaram a dar “raspanetes” o que resulta muito melhor ! Acabo por ficar com remorsos de ter feito X e com dores de cabeça só de pensar no possível sermão que posso ouvir quando chegara casa …

  7. Paulo

    Agosto 9

    este artigo, da forma como esta escrito, condiciona a resposta e é um mau exemplo! Eu também acho que há melhores métodos mas nem por isso deixo de considerar que em certas circunstancias uma palmada possa ser o necessário.
    A situação apresentada é caricata!
    Menina ‘obesa’ obrigada a comer fora das refeições!!!,
    a mãe já uma ‘senhora besta’ com ou sem palmada.
    Os 4 exemplos finais são manipuladores e demagogicos.
    Para cada um deles existe um oposto para os quais certamente a autora também conhece exemplos.
    Por ultimo, não tenho filhos, tenho um labrador e porta-se muito melhor que muitas crianças e não lhe bati como forma de educação, mas também levou algumas palmadas que no mundo dele teriam sido dentadas. Não esta traumatizado, nem tem medo de mim mas sabe que existe uma hierarquia e que a deve respeitar.

  8. cc

    Agosto 9

    tenho 20 anos e considero que talvez um pouco mais de firmeza e até de umas boas palmadas pela parte dos meus pais me tivessem transmitido uma melhor educação do que aquela que tive. Vejo pessoas com filhos que chumbam e que estes continuam a fazer uma vida como que se não tivesse acontecido nada, ou seja, vão à praia todos os dias, passam a vida no pc, etc. Nada de castigos para estes futuros cidadãos que fazem o que querem dos pais. Se isto continua assim um dia destes são os filhos a baterem nos pais. Sou nova, mas claro que se um dia for preciso dar uma palmada a um filho, darei, pois estes ficão ressentidos e com respeito aos pais

  9. ML

    Agosto 9

    Da forma que referes no exemplo que deste da mãe e da criança, a resposta só pode ser uma: não!

  10. ssrmg

    Agosto 10

    Sou mãe, e continuo a ser filha.
    A minha educação foi muito boa e levei palmadas no rabo muito bem dadas, no momento certo, que fazem de mim uma mulher educada, respeitadora, etc e não como vejo imensa gente por aí atualmente sem qualquer educação!!
    Sim, dou palmadas no rabo do meu filho, quando tem de ser, não lhe dou pancada, nem é preciso e isso é que devia ser punido, pois nisso sou contra. O meu filho tem 4 anos e algumas vezes diz que sou má, porque não lhe dei espaço para continuar com o seu teste para comigo…
    Educar não é só dar-lhes liberdade ou beijinhos, é mostrar as coisas como são na realidade!! E o rabo tolera bem o significado de uma palmada.
    Refiro novamente que pancada, porrada, espancamento devia ser punido, palmadas bem dadas no momento certo é educar!

  11. Eu como mae nunca bati na minha filha, um berro ou um castigo e resolvia tudo na conversa, como filha apanhei muitas vezes dos meus pais, de cinto de colher de pau, vassoura e chapadas na cara 🙁 Nunca segui a educação dos meus pais… e por isso ainda hoje sou a ovelha negra… a que abandonou cedo o ninho de cobras onde vivi a minha infancia.

  12. PNP

    Agosto 11

    Existe estupidez e violência, e existe educação e imposição de limites!
    Quem arma-se em dizer que nunca deu um tapinha no rabo quando o filho abre o maior berreiro de birra com 2-3 anos no supermercado e quer jogar tudo no chão e destruir o que é dos outros e não escuta nada, nem ninguém, é porque teve a sorte de ter filhos anjinhos, compreensivos e passivos!
    Violência pode ser emocional, chantagem, raspanete….há raspanetes que doem mais e criam mais traumas do que um tapinha no rabo quando a criança está a perder o controle de si própria e não escuta, ou um tapinha na mão, quando teima em pegar uma coisa que lhe faz mal ou pode causar um acidente.
    Vejo um monte de pai que diz ao filho: “Não faça isso, pois você não é capaz! Você não consegue!” Isso é violência.
    Prefiro dizer ao meu filho que ele consegue, ou que vou ajudar até ele ter tamanho para conseguir fazer sozinho, encorajá-lo e dar um tapinha no rabo quando está a surtar e jogar-se no chão de birra por não querer entrar para casa, do que dizer essas coisas coisas a uma criança que tem toda a vida e potencial pela frente!

  13. Joana

    Setembro 3

    Desculpe, mas está a fazer uma grande confusão entre uma “palmada educativa” e mau-trato. Todas as situações que descreveu são mau-trato e acho incrível que se assista impávido a tais situações! Para mim, uma palmada e um beijinho no momento certo fazem parte da educação. Agora, tamanha agressividade verbal e física na situação descrita não é equivalente a qualquer educação, é mesmo mau-trato psicológico e físico!

    • Mónica

      Setembro 3

      Concordo em pleno!
      Beijinhos, Mónica

  14. O meu pequeno tem 2 anos e também não sou muito fã de bater.
    Mas por vezes um toquezinho na mão ou um castigo ajudam.
    Principalmente se ele me bater de alguma forma eu faço igual. Nem que seja para ele perceber que se me fizer aquilo me magoa e que magoar é feio e mau. Mas não o faço por sistema.

  15. cereja

    Fevereiro 26

    Tenho quase a idade de Matusalém e no tempo em que fui educado era assim:se comia mais rapido que os meuus 12 irmãos,apanhava de cinto porque dizia o meu pai eu queria era comer dos meus irmaos….se tropeçava,se falava mais alto,se assobiava ou cantava,se queria ir para a escola,se gostava de correr,se fosse ao quintal comer fruta do chao,ja apodrecida,tb apanhava porque tudo em mim estava errado.Resultado:dei comigo todo homossexual doença que se mete na gente como bicho na madeira…e agora a quem culpo?A sociedade que nada teve a ver comigo?Os meus pais que ja estão a fazer tijolo ha que tempos?Culpo a quem caralho?Todo homossexual e vou queixar-me ao Estado para me dar um subresílio de abafar
    palha??Ora cebolorio….quem nunca fez asneiras na vida e não levou umas boas vimadas,nem merece a agua que bebe,que está cara pra cacete…..Ai melher!!falas em cacete….fico logo toda xitada….

  16. kim

    Março 18

    É constrangedor ver pessoas a castigar os filhos desta e daquela maneira completamente absurda (ficas sem telemóvel, vais já para o quarto, se não comeres a sopa em 2 minutos ficas de castigo, …) quando a solução se resume à palmada (pedagógica) no momento certo.
    Os castigos geram raiva, ódio, frustração, levam os filhos a pensar em vingança sobre quem lhe impôs o castigo (quando adultos).
    Já presenciei castigos impostos a crianças por gente da área das psicologias e afins que, quem merecia um valente par de estalos era o pai/mãe (os tais teóricos)

  17. Lusitano

    Junho 11

    Acho que, como em tudo na vida, não há verdades absolutas. Depende da idade, da gravidade do facto em apreço e da intensidade da medida corretiva. Como exemplo, diria que acho cobarde e até contraproducente um pai espancar uma criança, seja por que motivo for, mas já acho admissivel dar uma palmada bem assente numa criança a quem já se deu um aviso e que persistiu deliberadamente no erro. Também é preciso ter em atenção que as crianças têm indoles diversas, mesmo entre irmãos. Ou seja, acho que não existe uma receita única e devemos sobretudo usar o nosso “bom senso”, agora, quando este recurso escasseia…

  18. Paula

    Junho 11

    Tenho 2 filhos, um de 17 e outro de 10. Acho que uma palmada em alguns casos, e com alguns miudos, funciona e noutros casos e noutros miudos ,só uma chamada de atenção basta.
    Agora bater para humilhar não, bater para humilhar é completamente contrapruducente.
    Agora como mãe posso dizer que éles ás vezes nos tiram completamente do serio.
    Não existe uma receita para lidar com eles. Antes de ser mãe também dizia: Filho meu não faz birras. – Ora be,. Nao fizeram nem uma nem duas, fizeram varias.
    Também dizia – Como mãe nunca vou bater aos meus filhos. Ora bem, também ja lhes bati. E posso dizer pode-lhes ter doido , mas a mim de certeza que doeu muito mais.

  19. catarina

    Junho 11

    Sou mãe de uma menina de 3 anos ela é a minha vida, a minha prioridade, não gosto de lhe bater mas a alturas que na hora certa tem que levar uma palmada no rabo…. E custa-me mais a mim dar-lhe do que a ela levar. O pai deixa-a fazer tudo quanto ela quer!!! Na hora do respeito notasse uma grande diferença…. Basta dizer-lhe que não uma vez e ela acata o pai bem lhe podia dizer não 30 vezes que ela faz birras sem conta e porque? Ah coitadinha ela é pequenina…..

  20. Ana

    Junho 11

    Sou mãe de dois rapazes (13 e 20), não sou de bater, mas quando foi preciso levaram, pois uma boa palmada na hora certa é muito eficaz.
    E conversando com eles, percebi que sabem perfeitamente quando estão a esticar a corda.
    Como diz o mais velho, : a mãe nem avisava, dá-va.
    sao dois miúdos fantásticos e sem complexos.

  21. catia

    Junho 11

    Há uma grande diferença entre umas palmadas na hora certa e a violencia! Muitos pais simplesmente estão tão cansados de tudo que não tem paciência para aturar os filhos … e então despejam qualquer frustração nos filhos. Isso não acho bem.. fazer dos filhos sacos de pancada.. agora umas palmadas.. não fazem mal. Eu tenho 30 anos e levei bastantes porque era uma arrebitada! Não foram mal dadas. E as vezes quando vejo certas crianças no meu interior já estou a pensar “se fosses meu filho levavas uma palmada….” mas para já não sou mãe. Lá chegarei! E veremos!

  22. M

    Março 28

    Caríssima,
    Gostei de ver a indignação perante a violência contra a criança. Agora gostaria muito de saber o que fez para travar os maus tratos a essa criança…aposto que, como a maioria das pessoas, se acobardou e se limitou a censurar o comportamento daquela mãe em vez de chamar a polícia.
    Cumprimentos

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