Cesariana, não sabes o que é ser mãe!

Setembro 3
56 Comments

Olá, olá! Cesariana, não sabes o que é ser mãe! Quantas vezes já ouvi esta frase e sei que não sou a única. E passo-me completamente com este tipo de discriminação, sim para mim isto é uma descriminação. Hoje em dia só se lêem artigos a falar das vantagens do parto normal, que é melhor para a saúde do bebé e acredito que tem muitas vantagens. O que me chateia é ouvir mulheres a dizer à boca cheia que as que foram mães por cesariana não sabem o que é ter um filho. Mas porquê? Porque não tiveram as dores do parto?! Claro que todas sabemos que uma cesariana é uma intervenção cirúrgica e tem os seus riscos, mas também existem riscos num parto normal. Confesso que sempre sonhei em ter as minhas filhas de cesariana e com muita anestesia, pois sou uma pessoa que não reage nada bem à dor, chamem-me mariquinhas, cobarde ou medricas se quiserem. Mas apesar de esse ser o meu desejo, parti para um primeiro parto marcado como parto normal e após 9 horas de espera, com várias tentativas de provocar o parto, nada se passou e por muito que eu quisesse não fazia dilatação, por isso tive mesmo de ir para cesariana. Apesar de por dentro ter ficado contentinha, porque não me apetecia nada acabar a gritar como a senhora que estava no quarto ao lado, a alegria passou rapidamente quando percebi que iria ter de passar por aquilo tudo sozinha, que aquele momento a dois que vemos nos filmes não poderia existir, pois os pais estavam proibidos de assistir a cesarianas (visto os últimos dois terem caído para o lado!). Entrar na sala, ser amarrada como um cristo, como vim ao mundo e com um pano a separar-me das médicas enquanto conversavam alegremente, não foi nada simpático. E aquele momento de abraçarmos o bebé acabadinho de nascer, não existe, porque temos os braços amarrados, damos um beijinho e lá vão eles, só os vemos uns belos quartos de hora depois, já no recobro. Neste caso, mesmo que tivesse conseguido ir para um parto normal, acabava na cesariana, porque a princesa tinha o cordão umbilical completamente enrolado à volta do pescoço, facto que ainda não tinha na última ecografia. Por isso pode não ser mais saudável, mas neste caso salvou a vida da minha filha literalmente ou até de ficar com problemas sérios resultantes destas situações, como vários casos que conheço. E o dia seguinte?! Mandaram-me levantar de manhã, ir dar banho ao bebé e fazer “piscinas” no corredor, mas mal me conseguia levantar, pois tinha a barriga agrafada e durante uma semana andei que parecia o corcunda de Notre Dame (foi há 11 anos, na altura ainda eram agrafos!).

Na segunda gravidez fui direta para a cesariana, a médica ainda me perguntou se não queria voltar a tentar o parto normal, ao que respondi “deixe estar!”, prefiro mesmo voltar a passar por mais uma cirurgia do que estar horas a tentar e provavelmente acabar no mesmo. Apesar de já saber ao que ia, os nervos não foram menores, lembro-me de estar à espera da hora a pensar que queria fugir dali, mas depois voltava à realidade e pensava para mim “A criança tem de sair, por isso mais vale que seja aqui”. Mais uma vez sozinha de braços abertos, a ouvir ralhetes da médica que me dizia que eu não poderia voltar a engravidar nos próximos 3 anos porque a pele do útero estava muito fina (duas gravidezes com 1 ano e meio de diferença), quase a desmaiar com o efeito da epidural e ainda para acrescentar a tudo isto no dia seguinte fui abençoada com as chamadas “dores tortas”. Sempre achei que era um mito mas aconteceu mesmo, são um género de dores das contrações mas sem direito a epidural, do pior!

Não ponho em causa as dores de um parto normal mas a cesariana também não é nenhum paraíso, por isso não me venham dizer que quem tem filhos de cesariana não sabe o que é ser mãe. Também temos dores, também passamos por situações horríveis e somos obrigadas a estar sozinhas no momento do nascimento. Pode ter contras e perigos por ser uma cirurgia, o tempo de recuperação pode ser maior do que num parto normal, mas quantas histórias de terror há de partos normais, em que tudo corre mal… Irrita-me mesmo esta discriminação relativamente às mães que fazem cesariana, acho que cada mulher devia ter o direito de escolher, de forma informada, que tipo de parto considera melhor para si.

Fui muito obediente e em vez de esperar 3 anos, esperei nove 🙂 e estou decidida a ir ao que tiver de ser. Apesar de ter muito medo do parto normal, se nove anos depois o meu corpo já estiver preparado e o permitir, que seja! Mas se for para cesariana novamente, não me vou sentir menos mãe ou mulher por isso!

Ah é verdade, as minhas filhas são as duas super saudáveis!

Beijinhos,

Mónica

 

 

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  1. Concordo perfeitamente com o texto! Parabéns, Mónica!

    • Elisa

      Março 3

      Muito bem dito Mónica 😉Grande mulher de coragem e uma grande guerreira…Ao menos temos para sempre a marca do amor na nossa barriga❤❤ E com saúde que é o mais importante. Há muitos casos de mulheres que têm parto normal e que teem crianças com deficiência só porque nao querem fazer crsariana. Mas as mulheres que têm parto pir cesariana, são sem dúvida umas grandes mães e melhores do que as que tem parto normal. Por isso Mónica, continua em frente e que Deus te abençoe 😍beijinhos

      • admin

        Março 5

        Obrigada, Elisabete!!!
        Beijinhos

  2. Não sou mãe, logo não posso saber a imensidão das dores, ansiedades e afins que as mães sofrem… Mas uma coisa posso dizer, parto é parto independentemente da forma como é realizado! Para mim todas as mães são umas valentes!
    🙂
    Beijinhos

  3. Mae de 4 filhos todos nascidos por cesariana.Maes nao e dar a luz ….. fazer tudo depois para seres o melhor que tens capacidade para ser !!!!

  4. Isabel

    Junho 5

    Tenho 4 filhos e todos de parto normal, 3 dos quais sem epidural. Não defendo qualquer tipo de fundamentalismo, temos o parto que é possível. Ser mãe não é quando os bebês nascem, é acompanhá-los para a vida, e isso sim é por vezes difícil, seja nas birras, nas noites mal dormidas ou quando já são adolescentes ( que é de dar em doida). Sinceramente não achei extremamente dolorosos os meus partos foram apenas naturais. Mas quem tem de recorrer à cesariana é mais difícil a recuperação não se compara. Enquanto estava sentada com as pernas à chinês poucas horas depois do parto, quem passou por cesariana ficava agarrada à barriga, curvada, a tentar tratar do bebê. Parabéns a quem é mãe seja de que forma for.

    • Sara L

      Junho 8

      Concordo plenamente.
      Tive um parto normal e uma cesariana. Custou-me muito mas muito mais a recuperação da cesariana. Aquilo é que foi ter dores, depois de levar os pontos. Como disse a Isabel, curvada, agarrada à barriga e nem uma fralda podia mudar. Foi o pai. Do parto normal, sofri as dores naquela altura mas a recuperação foi mais rápida. Cada caso é um caso e não me sinto mais mãe de um do que de outro.

  5. Concordo plenamente com tudo o que foi dito. Sou Mãe de 3 filhos, os mais velhos nasceram de parto vaginal e a mais pequenina teve de ser casariana. A marota estava sentada e tinha pouco líquido amniótico, e devido à ninha idade e do intervalo entre o parto anterior (16 anos) partiram para a cesariana. Sou menos mãe da Leonor porque não passei pelas dores da dilatação e para ajudar a minha filha a nascer? Passei por dores bem mais agonizantes acreditem. No final tudo compensa, ter perdido as formaa que tinha, ganhei outras que gosto mais e acima de tudo tenho uma filha linda e muito saudável. Não é a forma como os nossos filhos nascem que nos definem como Mãe, mas sim o amor, o carinho, os cuidados, educação, valores, etc, que lhes transmitimos!! 🙂

  6. Nat

    Junho 5

    Quem me dera ter escolhido o parto!

  7. Sei bem o que é isso Mónica. … tinha tudo planeado na minha cabeça para ter o parto na cadeira. Sentada. E dps de horas e horas de espera, ja com dez dedos de dilatação, tive que ir para cesariana… porque a minha filhota estava a olhar para “cima”, à importante eheh e nao tive alternativa. So consegui abrir os olhos horas dps da cirurgia e foi quando vi a minha filha. Menos mae? Nao sinto nada disso. Tb tive dores. E tb tenho amor infinito pela bebecas. 🙂

  8. Também tentei parto normal, mas demorou muito e a dor estava insuportável então preferi partir pra cesariana. Graças a Deus meu marido pôde estar presente neste momento. Realmente vc tem razão em tudo que foi falado, mesmo sendo cesária me senti mãe do mesmo jeito.

  9. Marcia

    Junho 6

    Eu adorava ter tido o meu filho de parto normal, tive contracçoes desde o dia 18, m mt espaçadas, dia 19 começaram as “verdadeiras” as 20h dei entrada no hospital, disseram q ia mos tentar parto normal, m após 6hrs, o meu filho n tinha descido o suficiente e estava em sofrimento , e fizeram cesariana, fiquei triste, por passar por aquele momento, sem o meu marido e não poder pegar no meu filho qd nasceu, m foi a opção medica p o bem di meu filho, e tive um saudável menino! “obrigada a toda a equipa médica! Tb fico fula qd dizem q quem faz cesariana não sabe o que e ter um filho! Um abraço a todas as maes!

  10. Vera

    Junho 6

    Eu sou mae de uma menina e de um menino, tive-os de parto normal (graças a Deus) mas nao considero as mulheres que tiveram os seus filhos por cesariana menos maes ! Alias nem sei de que cabeça surgiu tal ideia, porque a acho realmente descabida. Ate acho a cesariana mais complexa, ate o pos parto é mais doloroso, podendo ter complicaçoes .. Pra nao falar que ficamos sozinhas na sala de partos e querendo ou nao o apoio do nosso marido ou da pessoa que escolhemos para nos dar força naquele momento é muito importante. Mae é Mae seja por partp normal ou por cesariana ou por qlq outro meio … Menos maes sao aquelas que mal tratam os seus filhos, que cometem abusos pra com estes, que os vendem, que lhes batem e ate mesmo que os matam ! Isso sim sao mulheres que nao sabem o que é ser mae !! Um grande VIVA a nós MAES idependentemente do tipo de parto !!!!

  11. Olá Mónica, identifiquei-me muito com o seu texto, a exceção que passei por várias horas de trabalho de parto dolorosas e que no limite lá me fizeram a cesariana pois já estamos em risco ambas. Quanto ao “Entrar na sala, ser amarrada como um cristo, como vim ao mundo e com um pano a separar-me das médicas enquanto conversavam alegremente, não foi nada simpático.” é das piores coisas que já vivi é uma situação desconcertante pelo menos para mim foi nem as dores horríveis me impediram de pensar em como somos frágeis nestes momentos. Graças a Deus correu tudo bem, mas poderia não ter corrido sorte a minha que na troca de turno da meia noite entrou a minha salvadora! Portanto quem diz que quem passa por uma cesariana não sabe o que é ser mãe não sabe o que diz, eu senti na pele as dores de ser mãe!

  12. Fui mãe de parto normal, mas nasci de cesariana e lembro-me de a minha mãe me contar o que sofreu também.
    Tudo custa, tudo faz parte de ser mãe.

    http://adorosercomosou.blogspot.pt/

  13. boas,li e revi-me no texto,a minha nasceu de cesariana pq estava sentada,mas nem me importei,pq tb eu e a dor n nos damos mt bem ehehe mas foi pq teve q ser ,pq o pós cesariana é mt complicado,agrafos então….uma beleza de dor cravada na carne,enfim quem manda essas bocas é pq nada + tem q fazer ou dizer pelas bocarra fora,n se liga pq cada um sabe da sua vida ,ahh e sou mãe c mt gosto ,fui c 40,ela tem agora 6 ,é linda e meiga,um doce de menina 🙂

  14. Mônica

    Junho 8

    Olá… Eu também sou Mônica.. 🙂
    Em relação ao texto nunca por momento algum seria capaz de dizer alguém que fez uma cesariana que não é mãe. Parir ou amamentar não fazem de ninguém mais ou menos mãe. Sim esses são os calcanhares de Aquiles da maternidade… Mal pomos a criança ao mundo somos logo rotuladas disto ou daquilo porque não fazemos assado ou cosido…. Não sou a favor das cesarianas marcadas com hora e data prévia só porque sim… Não sou a favor porque não concordo que se faça de um acto natural uma coisa agendada para o dia x e hora y porque convêm aos pais ou ao obstetra. Mas dai a dizer que quem pare de cesariana não é mãe vai uma distância longa longa…. As cesarianas são operações… Complicadas morosas dolorosas…são vividas a sós por quem por elas passam. Devem ser feitas e consideradas sempre que haja riscos e problemas para a mãe e para o bebê, sempre! Porque ninguém deve passar 8horas com dores para ter o bebê! Porque nenhum bebê deve nascer com a ajuda de instrumentos arcaicos que muitas x os magoam e deixam c sequelas….! Porque nascer, parir, dar a luz deve ser um momento de alegria e não uma tortura….
    Nunca vi classe mais fundamentalista e mais inundada de bullies do que as mães…

  15. Parabéns Mónica pelo seu artigo. Tenho 2 filhos nascidos de cesarianas e seguramente, se não existisse a cesariana, eu não estaria aqui a escrever esta mensagem, nem teria sido mãe segunda vez. No primeiro parto tudo foi tentado pela equipa médica para que o bebé nascesse de parto natural, e eu acreditei que assim fosse. Porém ao fim de muitas horas (15), e ao tentarem o parto natural, a equipa médica não encontrou o ritmo cardíaco do bebé e tudo se precipitou. Apenas vi o médico indicar ao anestesista que tinham 5 min. para me operarem. O resto da recuperação foi por muitas das Mães descrito, que é sem duvida bem mais exigente e dolorosa a recuperação. O segundo filho teve mais sorte com a cesariana programada. Os dois filhotes são muito saudáveis, contrariando certos estudos que pretendem criar a tese de que é mais saudável o parto vaginal. Porém, estas teses apenas encontram suporte uma vez mais, no poder financeiro, porque para o Estado tem um custo muito mais elevado as cesarianas do que os partos naturais. Então passam-se notícias, convidam-se especialistas, psicólogos e nutricionistas para fazerem marketing barato. Muitos opinando sem conhecimento de causa, porque cada caso é, e será sempre um caso, não se podendo generalizar.
    Sim, a cada Mãe deveria ser dada a possibilidade de escolha. É um momento importante e mágico para a mulher que deve ter ao alcance todas as condições que beneficiem a vida do novo ser, a integridade deste e da Mãe. 😉 Felicidades para as Mães que o são e para aquelas que sonham vir a sê-lo.

  16. Nome

    Junho 8

    A minha primeira filha nasceu de parto normal, levei epidural e a recuperação foi boa, o segundo teve ser cesariana, não contava nada… foi td rápido mas a recuperação foi mais difícil… de parto normal ou cesariana, o que interessa é que o bebé venha cá para fora e não é por isso que deixamos de ser mães. As pessoas falam de boca cheia pq nunca passaram por uma situação do género. Ambos são saudáveis graças a Deus

  17. Ola;) sou mae de tres “criaturinhas” e todas parto natural mas ja avisei o meu querido se vier o quarto so de cesariana isso podem ter a certeza…um parto natural e extremamente doloroso,cansativo etc….Ser mae e acordar ad sete da manha tratar de tudo e de todos ir trabalhar ir buscar os miudos ouvir o que elea tem pa contar apesar de um dia longo de trabalho chegar a casa tratar de tudo outra vez e por ai fora….por isso complrtamente ridiculo rotular mães através da forma que os nossos filhos nascem…..

  18. Boa tarde! Há quinze anos fui mãe de duas meninas gémeas, que nasceram com trinta semanas! Apesar de tentar o parto normal a mais velha tinha o cordão enrolado no pescoço. O perigo era muito, por isso dou graças a Deus pelas cesarianas, porque não sei se ela sobreviveria!!! e ser mãe não é parir um filho, nunca o foi e não á agora que vai começar a ser. Ser mãe e o resto que vem pela vida fora ate um dia morrermos. Isso sim é ser mãe!

  19. Sou mãe de 3, foram todos de parto normal. O primeiro foi induzido e os outros dois correram normalmente. O que eu quero dizer é que me pareceu por as minhas “colegas de quarto” que tinha nascido os filhos por cesariana, no pós-parto era muito mais difícil a recuperação do que no meu caso que era parto normal. Por isso acho que não deve ser pêra doce!!

  20. Ah! E como sempre ouvi dizer: “Parir é dor, criar é amor”.

  21. http://gentedescrente.blogspot.pt/2015_06_01_archive.html

    Olá Mónica! Também sou Mónica e escrevi no meu blog um texto sobre o mesmo tópico. Gostava que o visse. Concordo com o que escreveu. É pena sermos tão desprezadas!…

  22. Ana

    Junho 8

    Tive a minha filha por cesariana, pois a princesa estava sentada no seu trono e não se dignou pôr-se a jeito para sair. Já o meu filho, mais desenrascado, nasceu pela via normal. mas eu não lhe chamaria parto normal, pois acabou por ter de ser tirado com ventosas, 24h depois do início do trabalho de parto. Eu sofri muito mais com o nascimento dele, pois fiquei muito maltratada e tive dores e limitações durante bastante tempo. A cesariana foi uma maravilha, não senti limitações de maior após as primeiras 48 horas. Se voltasse a ser mãe, quereria que fosse por cesariana.

  23. Antonio

    Junho 8

    Eu fui pai de 2 filhas e doeu de k maneira, durante vinte e tal anos a trabalhar para as manter, casam e dói muito mais, passam a ser 4.Kerem maiores dores do que as minhas durante a minha vida,e não só na altura do parto nem durante os nove meses.
    Cumprimentos

  24. Sónia

    Junho 8

    Olá Mónica,
    Compreendo e concordo com o que escreve. Eu também, tive o meu filho de cesariana porque o rapaz estava “muito subido”. Rebentaram as águas, não tive dores nem dilatação e levaram-me para o bloco. No fundo fiquei contente por ter sido parto por cesariana, mas também alguma tristeza pois levei anestesia geral e só vi o meu filho quando voltei à enfermaria. O meu marido até me goza pois viu o nosso filho primeiro que eu 🙂 . É verdade que algumas pessoas dizem essa barbaridade, mas quantas crianças vieram ao mundo por parto normal e foram rejeitadas pelas mães. Na minha opinião, ser mãe não é “parir”, é fazer todo o caminho pelo resto da vida. Não voltei a engravidar até agora, mas se um dia isso acontecer voltaria a considerar a cesariana. Quanto à recuperação, no primeiro dia não pude fazer nada, levei 31 agrafes mas no segundo dia já mudava fraldas. Não somos todas iguais, mas o amor e a dedicação que todos os dias damos aos nossos filhos é que faz de nós mães.

  25. Sim, isto é completamente ridículo!!
    Então e quem adota????
    Infelizmente ainda sofre mais discriminação.
    Errado! Completamente errado!

  26. Aerdna

    Junho 8

    Estou de acordo que existe uma certa discriminação carregada de ignorância em relação às cesarianas. Muito alimentada pelas campanhas a favor do “natural” (o natural que antigamente nos dava esperança de vida na ordem dos 20 anos e cuja medicina esticou quase até aos 100 anos. Ironia, não?). Sou a favor do natural, sempre e quando existe condições para isso.
    Tanta campanha feita pela metade ou mal feita pode fazer com que as mães que não podem ter os seus filhos pelo método natural se sintam “culpadas”. E isso não é bom para a mãe e por consequência não é bom para o bebé.
    Mas, A FORMA COMO NASCEM OS BEBÈS NÃO DEFINE A MÃE. Conheço muito boas mães de partos naturais e outras tantas de cesarianas e o contrário também.
    Na minha experiência a cesariana foi logo colocada como única hipótese. Tenho problemas de saúde que me poderiam colocar em risco se me expusesse às forças que é necessário fazer num parto normal. E para o bebé é melhor nascer de cesariana que nascer sem mãe, correcto? Aceitei tranquila.
    Mas quando o pediatra me proibiu de amamentar, devido à medicação que faço, confesso que chorei e chorei muito por causa das campanhas de amamentação com que fui bombardeada nos últimos meses de gravidez. Fizeram naquela altura, sentir que não estava à altura de ser mãe se nem sequer o meu filho podia alimentar. Hoje sei que foi uma estupidez, sem necessidade, sofrimento sem sentido, mas que na altura doeu.
    A cesariana foi stressante como descreve, primeiro a epidural que quase me tira os sentidos, os braços presos, o pouco contacto com o bebé, e as horas de espera até ter o meu filho de novo nos braços (no meu caso foi a tarde toda. O pai é que esteve com ele, a acalmar, a dar o primeiro biberão, e eu no recobro). Não tive dores e a minha recuperação depois da cesariana foi rápida e sem problemas.
    E mesmo, tendo sido uma cesariana e não ter podido amamentar, o primeiro instante com o meu filho, sozinhos naquela cama de hospital foi avassalador. Tomar consciência de que o tinha colocado no mundo e, agora tinha de me virar para torna-lo um sítio acolhedor e ao pequeno alguém capaz de viver nele, foi o impulso para muitas mudanças que ocorreram na minha vida.
    Não acredito que o amor mãe/filho seja algo automático, são as nossas referências anteriores e a nossa personalidade que vão definir a qualidade desse amor e não a forma como ele vem ao mundo. Ser mãe não é aquele momento do parto, não é aquele primeiro ano, ser mãe é equipamento completo que se vai usando e assumindo com o decorrer do tempo ao longo da vida. Depois de um filho, nenhuma mulher capaz de ser mãe volta a ser a mesma. Esqueçam isso.
    O nascimento de um filho traça uma linha entre o antes e o depois que não é possível apagar. Mas para pessoas inteligentes mudar/evoluir é o caminho, é motivo de felicidade.
    Mas ainda temos pais demasiados agarrados à sua zona de conforto, incapazes de perceber que o cenário, a acção e o seu papel na história mudou.
    Ao sermos responsáveis pela vida de outrem, temos de passar a respeitar regras que até aí não havia problema de prevaricar. Os outros (os amigos e familiares) continuarão a não ter horas de deitar, mas os paizinhos passarão a ter: no início para garantir que têm força e paciência e depois para dar o exemplo, e o petiz ter a energia controlada e assim aprender melhor e não andar a fazer birras por tudo e por nada. E este é apenas um dos exemplos, do que muda para os que decidem ser pais mas, que se mantem para o resto que nos rodeia como rotina sem consequências.
    Parabéns pelo tema.
    Boa semana!

  27. tenho 2 filho foi cesariano mi sinto mae

  28. maria

    Junho 8

    Tal e qual. Eu não descreveria melhor tudo o que passei, também por duas vezes, também com ano e meio de diferença … e também a ouvir varias vezes esse comentário.

  29. fui mãe pela 1 vez com 19 anos… o ke era para ser um parto normal sem complicações correu mal, a minha filha ficou presa no canal do parto e não passava independentemente dos berros, dos insultos e de ter 2 mulheres em cima da minha barriga a empurrar a bébé ke acabou, depois de muito sofrimento, por ser tirada a ferros por um médico maravilhoso ke me fez eskecer tudo o resto. a minha filha foi levada para a reanimação mas ainda consegui dar-lhe um beijinho… levei bastantes pontos mas a recuperação foi rápida apesar de ter prejudicado, e muito, a minha vida sexual… aos 34 anos engravidei novamente e mais uma vez um parto ke seria normal virou uma crise… entrei em choque anafilatico depois da primeira dose de epidural e tive um hemorregia brutal, desmaiei a minha irmã foi retirada da sala e fui levada para o bloco; mais uma vez o bébé estava preso e teve ke ser retirado com ajuda medica numa cesariana de urgencia… teve ke ser reanimado e eu corri risco de vida… a recuperação foi dolorosa e depois de 15 dias vim para casa com uns comprimidos para expulsar os restos da placenta. passei por um segundo trabalho de parto com dores excruciantes e tive uma hemorregia colossal. passei um mês de cama a recuperar e neste periodo era a minha mãe ke tratava do meu filho… não culpo a cesariana mas o ke é certo é ke sinto ke das 2 vezes me foi roubado o laço maternal com os meus filhos… só muito mais tarde é ke me senti mãe, na segunda vez demorou mais tempo pk não amamentei e o meu filho entrou em declinio tendo me sido retirado ao 2 dia de vida… hoje luto contra um cancer da mama e a possibilidade de voltar a engravidar é quase nula, mas se podesse ter outro filho definitivamente optaria por uma cesariana, sem culpas… e sem duvida que iria kerer ver o bébé e tê-lo comigo no meu peito o mais rapido possivel… acho ke cada mulher deve poder escolher como dar a luz sem medo de criticas… é o nosso corpo, a nossa vida, o nosso filho… há ke mudar mentalidades e humanizar este procedimento ke não se justifica ser ainda tão invasivo e frio…

  30. Bela

    Junho 8

    “Cesariana, não sabes o que é ser mãe!”
    Essa expressão terá sido criada para meter medo às mulheres e fazê-las sentirem-se diminuídas no caso de optarem por terem os filhos por cesariana. A lógica é quem não sente as dores do parto não…
    Uma verdadeira tolice… Há mulheres que nunca “pariram” que sabem e são capazes de ser melhores ‘mães’ que as que os deitam ao mundo.

  31. Elisabete

    Junho 8

    Concordo plenamente com o artigo tb tive cesariana por varios motivos,pk o bebe ja estava em sofrimento e pk o bebe ja havia sofrido uma kuaze parada cardiaca aquando estava com o ctg,pois o ritmo cardiaco desceu kuaze aos 10 batimentos,tomei oxigenio e um ccomprimido para o bebe reagir,depois pk o cordao estava a volta do pescoco e dp ainda pk a ultima da hora a placenta virou se e nao deixava o bebe sair,isto tudo depois de 14 horas em sofrimento,finalmente a cesariana com anestesia geral,k até hj nao percebi mt bem o porque,por isso se hoje tivesse que escolher escolhia logo a cesariana,apesar do pos operatório ser doloroso,na minha opinião o fecto corre muito menos riscos do que parto normal.

  32. Isto da maternidade parece um campeonato: começa no parto e acaba nos netos, sempre a ver quem é melhor ou faz melhor. As experiências de parto são das coisas mais pessoais e carnais que cada mãe tem, partilhá-las faz-nos bem, ajuda-nos a ultrapassar essas dores; ter um filho é doloroso, seja por via vaginal ou por cesariana. As dores de parto são fortes, as dores da recuperação são desesperantes, todas são vividas ao máximo e ninguém deveria pôr em causa que uma mulher é menos mãe por ter tido ou optado ter os filhos por cesariana, essa afirmação é muito, muito cruel. Então veja o meu caso: uma das gémeas nasceu por parto natural sem epidural (não foi por opção) e a outra atravessou-se quando a primeira saiu e tive que ir para cesariana, com anestesia geral. Não peguei em nenhuma delas porque da primeira eu já me estava a apagar de tantas dores e da segunda estava a dormir e só acordei três horas depois. Portanto,segundo estas mentes iluminadas, eu tanto sou mais mãe como menos mãe…porque tive os dois partos num só dia. E agora? Ai, deixem as mães em paz, fáxavor! Excelente texto, Mónica.

  33. O que para mim ainda é mais incrível é existirem em 2015 discussões sobre estes temas, do amor, afecto, sem se saber muito bem do que se está a falar… isso sim, entristece-me. Quantas mulheres têm filhos de parto normal e os matam de seguida, outras abandonam-nos no lixo. Quantas mulheres são mães á nascença, têm coração de mãe, transbordam amor e não conseguem sequer engravidar. O Mundo não é o circulo em que vivem, a casinha de bonecas onde querem fazer querer que tudo é certinho e tão perfeitinho que enjoa quem está de fora. A vida não é linear, mas acima de tudo o AMOR ultrapassa todos os conceitos e preconceitos. Quem tece esse tipo de comentários a alguém ainda tem um longo caminho a percorrer, se é que algum dia vai lá conseguir chegar.

  34. Neuza

    Junho 8

    Não poderia estar mais de acordo consigo. O meu filhote tb nasceu de cesariana, foi o que eu sempre quis devido a problemas de coluna, embora a minha médica achasse sempre que isso nunca iria trazer problemas. Cheguei mesmo a perguntar-lhe se por acaso alguns dos meus problemas ocorre-se no momento do parto quem é que ficaria para trás eu ou o meu filho. Existe médicos e pessoas que acham quem quer fazer cesariana é por puro prazer e para ñ sofrer.
    Como a minha médica nunca deu indicação para uma cesariana nem nunca deu ouvidos, nem escreveu no relatório médico os meus problemas de coluna, chegou-se ao dia do parto e fui para o hospital como todas as futuras mamãs de águas rebentadas e contrações, esperei 7h para o meu filho nascer, fiz 6 dedos de dilatação, mas os meus ossos internos ñ cederam, e o meu filho já começava a entrar em sofrimento, então a médica que me acompanhava nesse momento decidiu fazer a cesariana. Dou graças a DEUS por me ter colocado esta médica no caminho, porque se fosse a minha ñ sei o que teria acontecido.
    E ñ me considero menos mãe por isso, porque mãe ñ é só na altura do parto, mãe é para uma vida inteira……

  35. Joana

    Junho 8

    Esta descriminação que existe entre os partos normais e os de cesariana é triste, ninguém é mais ou menos mãe pela forma como tem o seu filho mas sim pela forma como o ama, cuida e educa. Tive o meu filho de cesariana e terei todos os futuros tive 25horas para ele nascer, 12horas a sofrer dores horríveis, e com 10 dedos de dilatação foi decidido ter o meu filho de cesariana, se não fosse toda esta descriminação e banalização(por algumas pessoas) eu não tinha sofrido tanto, pois se o meu filho não nascesse de cesariana eu não estava aqui a escrever e ele não seria o bebé mais lindo do mundo, pois tenho uma estrutura óssea que bloqueia e não permite a passagem de um bebé, e como em Portugal não fazem RX a grávidas que nunca tenham aparentemente tido problemas (o que até não é o meu caso, pois tenho um desvio no útero) só detectaram durante o trabalho de parto que existia este impedimento, e graças a toda a medicação que me deram o meu peito começou a secar, não tive a subida de leite dita normal, amamentei o que pude até aos 2 meses e meio do pequenino e tive alturas em que amamentava e media a febre, pois se tivesse febre ele não podia amamentar. Sempre quis um parto normal mas não por achar que cesariana seria mais fácil, muito pelo contrário, queria um parto normal por tudo o que acredito ser benéfico para a mãe e filho mas nunca critiquei quem quisesse um parto de cesariana seja pelo motivo que fosse. Na saúde das crianças, posso dizer que o meu filho é muito saudável, o ter nascido de cesariana não faz dele menos saudável que outra criança. Enquanto a ser mais ou menos mãe, considero-me uma MÃE e conheço muitas mãe de bilhete de identidade que só o são porque os deram à luz, amo o meu filho acima de tudo (com peso e medida), dou-lhe carinho, miminhos, atenção, brinco com ele todos os dias, leio-lhe histórias, canto músicas, invento jogos, preocupo-me e esforço-me para lhe dar a melhor alimentação e acompanhamento escolar, pesquiso sobre o assunto, procuro dar-lhe os melhores cuidados de saúde, é por isto que uma mãe de cesariana não é menos nem mais, ser de cesariana ou parto normal são simplesmente métodos de nascimento. Quem me dera ter nascido de cesariana e ter tido uma mãe como eu…..

  36. IVONE

    Junho 9

    Sou mãe de 2, um que nasceu por cesariana de emergência e outro que nasceu por parto natural sem recurso a anestesia (não deu tempo) . Não escolhi nenhum dos partos e não sou mais mãe de um do que de outro. No dia seguinte à cesariana com uma cinta cirúrgica já andava como nada fosse. O parto natural deixou marcas que demoraram bastante tempo a atenuar (controlo dos esfincteres por exemplo). Sou a favor da escolha da mulher. Não acho correto nem desejável sermos parte passiva do processo.

  37. Paulo

    Junho 9

    Esse argumento de que o marido não pode assistir porque os anteriores desmaiaram é ridículo. Não dá jeito ao pessoal do hospital … Sempre viram os pais (os acompanhantes de uma maneira geral) como um impecilho. Com o doente (sim, para eles uma parturiente é uma doente) anestesiado ou atordoado se sem os olhares do marido por perto é mais fácil… Mais fácil atropelar a dignidade, a intimidade e o respeito pela mulher… Infelizmente sei do falo.

  38. Olá Monica,
    Felicito-a pela sua opinião e não querendo ser maçadora apenas vou contar o meu caso.
    Fui mãe aos 21 anos com parto normal. Sem dilatação, com sala a abarrotar de grávidas ( noite de lua), entre gemidos e gritos de dor, passeavam-se as 2 enfermeiras tipo capitão com um aparelho parecido com um funil para escutar os bebés deixando um vinco redondo na barriga de cada parturiente de tanto carregar. Levei 27 h de espera depois das águas rebentarem, sem dilatação e dores nas costas que pareciam facas a espetarem….pensei que ia morrer. Nem sei quantos pontos levei, o meu filho tinha uma cabeça de um duende. Entrei em pânico e pensei que fosse deficiente (HORRÌVEL). É isto que mentalidades retrogradas dizem “que é ser mãe”?. Entrar em pânico, chorar de dor e com dores e com raiva por ter sido assim. O meu filho sofreu tanto quanto eu e o momento devia ter sido bem mais feliz. Segundo parto como não faço dilatação jurei a mim mesma que seria cesariana e que a minha bebé não iria sofrer tanto e eu também não. Mas estava destinada a mais umas dores ” as tortas”, uma noite sem dormir. Foi difícil mas muito melhor que a primeira experiência. Mãe não precisa sofrer, bebé não precisa entrar no mundo em sofrimento. Que raio de mentalidades mais mesquinhas e pré históricas. Haja paciência para tanta desumanidade. Todo o ser humano não devia sentir dor, não devia chorar não devia sofrer. Devíamos ser todos Felizes.
    Boa semana 🙂

  39. Sonia

    Junho 9

    Mas que estupidez!!! Entao quem tem bebes por cesariana nao e mae??? O meu fiho de 7 anos nasceu de cesariana porque nunca chegou a dar a volta, ficou sempre de cabeca para cima e como e obvio nao podem virar o bebe completamnte dentro da barriga….Mae e quem ama e sabe que cuida desde que se gravida. Muitas vezes nao e possivel fazer parto natural. E nao terei qualquer probema em ter outro bebe que nasca por parto natural. E sim, o meu filho e saudavel…..

  40. Carlos

    Junho 9

    ” Cesariana, não sabes o que é ser mãe! ” Eu como homem sou suspeito, mas essa é só mais uma das milhentas coisas estúpidas que certas pessoas mandam da boca para fora.
    Enerva só de ler, quanto mais ouvir, mas se costuma dizer ” cagan… e andando”, nós estamos cá, é para sermos mães e pais. Sejam mães de parto normal, cesariana, adotados, seja como for, porque ser Mãe ou Pai é do nascimento para o resto da vida e não a forma como alguem vem ao mundo.

  41. celeste

    Junho 9

    boa tarde

    Como a entendo perfeitamente, ao ler o seu artigo posso lhe dizer que revivi tudo pelo que passei vai fazer dia 12 deste mes um ano. tive 36h em trabalho de parto para no final ir para uma cesariana porque nao fiz dilataçao suficiente e a menina desencaixou de tanto me mexerem. levei epidural e nao fez efeito logo senti tudo tive que levar anestesia geral. So eu sei o que chorei e o que tremia no percurso do quarto para o bloco. senti me sozinha e desamparada………. . so vi e peguei na minha filha 24h depois porque apesar de ter nascido de 39 semanas teve que ir para a neotologia visto ter engolido liquido e ter que levar oxigenio.
    As pessoas que falam que so é mae quem teve parto normal nao imaginam pelo que passamos ate recuperar mos. Só de pensar no que sofremos as duas ate nos conhecermos so da para chorar. Mas é a melhor coisa do mundo e hoje com quase 1 aninho é saudavel e linda a minha Oriana. beijinhos muitas felicidades e desculpem o testamento

  42. Sónia

    Junho 9

    Tenho dois filhos lindos e maravilhosos que nasceram de parto normal, sem epidural, com mais de 4kg. Tenho um problema de coluna que não me permite a epidural. Apesar do segundo filho ter sido horrivel, porque não morri por pouco, apesar das dores que me puseram quase inconsciente, não me sinto mais mãe que ninguém. A única coisa que posso dizer é que sofri imenso, mas não sou mais mãe.
    Mas caso venha a ter mais algum filho, apesar de tudo o que passei no último parto, quero um parto normal (se possível). Porque a sensação do nosso esforço para o nosso filho nascer, a luta de nós os dois em que ele venha ao mundo é reconfortante.
    Mas quem prefere cesariana não é pior mãe e sabe bem o que é ser mãe.
    A dor de uma mãe começa desde a gravidez até morrer, não é o parto o pior. É a vida, as preocupações de quando eles crescem, é a perda de um filho, isso sim é dor de mãe.
    Agora um parto? É como uma dor de dentes, dói mas passa.

  43. Tive meu filho fez 3 anos em fevereiro, e se não fosse uma cesariana não seria possivel nascer pois estava em posição sentado em contrario do normal para nascer. Não senti dores de parto mas foi doloroso sentir as dores apos parto,alias passadas 12h ainda nao conseguia me levantar e cuidar do meu filho…enquanto que as colegas de quarto com parto normal logo andavam… Acredito que custa um parto normal, mas não se sofre menos por ser sesariana….

  44. Muito bom este artigo. Soberbo!

  45. Ffiffas

    Junho 10

    Eu que tive um cesariana com anastesia geral, hemorragia devido a placenta prévia obrigou-me a um parto de emergência, prematuro e sem opções, não admito que ninguém diga que eu não sei o que é ser mãe. Sabem lá o medo de entrar no bloco de parto a pensar que podia não acordar, não conhecer a minha filha ou que ela não viesse conhecer a mim. É tudo sem conseguir sequer despedir-me do pai del, que não conseguiu estar comigo nem naquele momento, nem antes…

  46. Ana

    Junho 11

    Mãe é mãe, quer seja de parto normal, quer seja de cesariana. Só não concordo com a parte do “para um primeiro parto marcado”. Marcar o parto é meio caminho andado para uma cesariana. Esta é a questão.

  47. Júlia

    Junho 17

    Percebi que a diferença de idades das filhotas é de ano e meio. Eu tenho um menino e uma menina e tem 12 meses e 12 dias de diferença. Um no Natal de 2013 e uma no dia de Reis de 2015. Nunca mais festejo o Natal..
    Queria perguntar quais sao as fases mais dificeis assim com filhos tao juntinhos. Agora ele tem 1 ano e 5 meses e ela 5 meses e acho que agora começa a confusao mas gostava de outra opiniao. Até era bom, um post sobre a pouca diferenca de idades entre irmaos.
    AH.. tive os dois de cesariana, também andei a corcunda, desmaiei, nao tive aquele momento lindo de felicidade ao ver os meus filhos porque estava “drunfada, e sim. Sei o que é ser mãe e ter dores porque eles só nao sairam lá por baaaixo., as contracções eu tive TODAS E GRANDES.
    desisti de explicar às pessoas, quando me dizem que nao me custou nada..
    adorei o post.

    • Mónica

      Junho 18

      Olá Júlia, obrigada pelo seu comentário 🙂
      Acho uma óptima sugestão, vou fazer um artigo sobre esse tema. Mas o que lhe digo para já é que com o tempo tudo vai ficando mais fácil e quando já estão um bocadinho mais crescidos compensa o esforço, pois brincam muito em conjunto e são um grandes parceiros. Beijinhos e obrigada!

  48. Liliana

    Julho 23

    Eu posso dizer que tive as duas experiencias e nenhuma delas e pera doce.. a minha primeira menina nasceu de cesariana pois fiz febre e a dilatacao parou e o bebe subiu… a verdade seja dita nao tive dores nenhumas.. tudo muito bonito ate ai… no outro dia quando foi para levantar e que foi bonito.. tive quase 30 minutos pa conseguir por me de pe… la consegui.. e depois pa andar? Espirrar? Rir? Cuidar do bebe? E tive que levar 15 agrafos e 5 pontos… Tive assim duas semanas de inferno… da minha outra menina foi mais recente em setembro de 2014… passei as 40 semanas e fui fazer as estimulacao da cervix 2 vezes horrivel… fiz a 2 vez e nesse mesmo dia comecei com contracoes de 15 em 15 minutos logo.. hospital com ela… quando la cheguei mal me tinha em pe e fui pa cama.. tive 5h de trabalho de parto sem receber uma unica anestesia deram me um gaz que nao valia nada nao faz qualquer efeito a nao ser deixar uma pessoa tonta (isto em inglaterra) foi um filme de terror… dores mas dores a serious parece que vamos morrer… e ainda pa ajuda na festa levei um corte que me deu pa levar 20 pontos… mas ela nasceu e fiquei no paraiso sim definitivamente ja la fui… mas tudo isto para dizer que nao fui menos mae com uma do que com outra… sofri de maneira diferentes mas fui e sou a mesma mae… mae e mae independentemente por onde nascam os nossos filhos… muitos parabéns pelo seu texto.. tudo de bom:)

  49. Raquel

    Julho 24

    Concordo plenamente! Me representou, meus parabéns pelo texto e colocação das palavras! Abraços!

  50. carla

    Julho 24

    Tive meus.dois.bebes de cesaria e.foi super tranquilo me recuperei super bem, meu marido assistiu.toda cesaria inclusive filmou e colocaram o bebe em cima do meu peito meu marido o segurou e dei beijinho e tudo nele …..tudo otimo faria cesaria.novamente!

  51. Sara

    Setembro 3

    Obrigado pelo teu texto. E realmente existe uma grande discriminação quanto à cesariana. Posso te dizer que a minha primeira filha nasceu de parto normal num hospital público e não foi a melhor das experiências. Sou um pouco medricas é verdade, e pouco tolerante à dor. A minha experiência foi a seguinte contracções desde as 4h da manhã fui às 8
    h para o hospital. Mandaram me embora pois não tinha dilatação e regressei às 14h sem dilatação embora novamente, e regressei as 20h sem dilatação outra vez, aí alguém decidiu me ajudar mas mesmo assim puseram me a fazer ctg mais duas horas cheia de dores e sem dilatação na mesma, só as 22h decidiram m levar pra sala de partos e deram me medicação pra dilatar e a epidural, parecia que estava nas nuvens pois a exaustão e dor já era muita. À 1.20h da manhã de segunda feira decidiram fazer o parto. Correu td bem, mas após 3 puxos ameaçaram me com ventosa, mas a bebé saiu perfeita graças a Deus. Era uma bebé grande e o meu colo era estreito daí ter levado 20 e tal pontos. Hemorróidas rebentaram e uma noite horrível sem ter conseguido ficar com o bebé. Pra além disso o cordão estava no pescoço e eles arriscaram na mesma. Senti me desapoiada pelas vezes que entrei no hospital e ter sido mandada embora e senti que eles optam pelo parto normal até à última arriscando por vezes tudo. Na minha opinião deve ser uma experiência boa e pacífica pelo menos e a mãe devia ter uma hipótese de escolha. A experiência acabou por correr bem mas não foi feliz 24h de contrações e muita dor. Estou grávida novamente e pude escolher uma cesariana e perante a última experiência como se trata novamente de um bebé enorme e um colo estreito a minha médica aconselhou . Vou com hora marcada mais relaxada sem dúvida é certamente vou po der usufruir melhor pelo menos do momento do parto. Não se é menos mãe por ter uma cesariana. Pelo contrário.

  52. juliana cordeiro farias leite

    Janeiro 9

    E para ser mãe tem que sofrer? Vai entender esse povo.

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