Filhos com idades próximas, um desafio que compensa

Agosto 29
10 Comments

Olá, olá! Filhos com idades próximas, um desafio que compensa. A Júlia, uma das queridas leitoras do blog sugeriu-me que falasse um pouco sobre a minha experiência sendo mãe de filhos com idades muito próximas e sobre as maiores dificuldades. Irmãos com idades muito próximas acaba por ser uma coisa muito comum na minha família, tenho duas filhas com 18 meses de diferença, tenho dois irmãos mais novos com 10 meses de distância, tenho primos com 16 meses de diferença e uma sobrinha que também tem mais ou menos 1 ano e meio de diferença do irmão. Parece que nesta família queremos ver logo o assunto despachado 😉 Brincadeira, acho que apesar de ao inico ser muito cansativo, compensa muito pela relação de proximidade que eles acabam por ter.

Confesso que minha experiência não começou da melhor forma. Quando soube que estava grávida, faltavam 3 dias para a mais velha fazer um ano. Apesar de ter ficado super feliz, comecei com os medos sobre os ciúmes que a mais velha pudesse ter ou que se sentisse substituída. Passado dois meses tive um descolamento de placenta e fiquei um mês de cama, proibida de pegar a minha filha de um ano ao colo. Esta foi para mim a fase mais complicada de todas, antes da princesa nascer. Não poder pegar ao colo a minha filha que já cá estava e ter mil cuidados reforçados enquanto brincava com ela foi algo que tive muita dificuldade em encaixar.

Nos primeiros meses depois do nascimento, conseguir gerir as exigências de uma criança que já anda, mexe em tudo, quer trepar, precisa de mimo… com os horários de um bebé recém-nascido e toda a atenção que este exige, é de facto extenuante. São quase como uns gémeos mas estão em fases diferentes, o que dá algum trabalho, pois uma como papas e a outra sopas, querem as duas colo ou uma anda para um lado e outra corre para o outro, mas à medida que vão crescendo vai-se tornando tudo mais simples. Principalmente porque a minha filha mais nova sempre foi muito despachada e desde cedo quis imitar tudo o que a irmã fazia. Lembro-me dela ainda de fraldas a querer ir à casa de banho utilizar o redutor, tal como via a irmã fazer.

Concordo que os primeiros anos são extenuantes e dão mesmo muito trabalho, ainda hoje em dia por vezes dou por mim a desesperar porque estou a estudar com as duas, uma no primeiro ano e outra no segundo, a fazerem perguntas ao mesmo tempo, a querer apoio e respostas imediatas. Mas já é tudo muito mais fácil. Agora que uma tem 9 e a outra tem 11, compensa todo o esforço, ver a ligação que têm pela sua proximidade, a adoração que a mais nova tem pela mais velha, ver a mais velha a querer dar uma de irmã crescida enquanto lhe explica as matérias que aprendeu no ano anterior, ver as duas a brincar durante horas com o mesmo género de brincadeiras, a irem na rua as duas de mãos dadas e com segredos que mais ninguém pode saber, dá um enorme gozo a uma mãe. Apesar de ser um grande esforço inicial, compensa e recomendo.

E agora que está quase a chegar uma nova experiência totalmente diferente, a de ter um filho com uma diferença de dez anos das irmãs, ainda fico mais feliz de as ter tão seguidas, a serem uma equipa de irmãs mais velhas! Vai ser interessante ver também como é ter filhos com idades tão distantes 🙂

Beijinhos,

Mónica

  1. nat

    Junho 19

    🙂
    Gostei de ler este texto…
    Estou na fase complicada (1 ano e meio 4 anos) e às vezes é mesmo muito cansativo… mas ao mesmo tempo também é muito bom!

  2. HELENA

    Junho 19

    É giro ver este comentário, principalmente numa fase em que passo pelo mesmo…. Talvez por isso, deixo aqui o meu “pequeno contributo”, porque acho que pode sempre ajudar alguém….
    Os meus filhos têm 2 anos de diferença e aos 3 meses de gravidez do 2º, tive uma rutura da membrana amniótica que pôs tudo em causa e que me impossibilitou de pegar na minha princesa (com um ano e meio na altura) durante os próximos 6 meses!!!! Um horror e foi mm difícil: na altura só pensava que estava a optar por um dos filhos e custou muito muito…. Passou e o meu príncipe nasceu bem, felizmente!
    Sim, é mm muito difícil os primeiros tempos…. custa muito! O trabalho é muito muito….. Ainda estou na fase em que custa e dá muito trabalho, mas já entrei na fase em que se começa a ver que vale a pena! Ela sempre foi fantástica com o irmão e ele, bem, ele é mais rebelde, mas adora a irmã. Somos uma familia linda, sentimo-nos assim! Cansados, sempre de olheiras e de rastos…. lololol mas sim, vale a pena e acredito que ainda vai valer mais!

  3. Eu e minha mulher temos um casal ele com 3 anos e ela com 1 ano tem 20meses de diferença , tem sido cansativo e uma grande aventura mas ao mesmo tempo é uma casa cheia de alegria e é engraçado ver eles começarem a brincar juntos e cada vez será mais, mas as guerras também já começam pelos brinquedos…Dificil mas é uma experiencia inesquecivel

  4. Maria

    Junho 19

    Ler este texto fez-me lembrar a infância dos meus filhos. Eu já passei por essa fase muito complicada há algum tempo. Garanto que, gradualmente, e à medida que deixam de fisicamente depender de nós, vai sendo mais fácil e ao mesmo tempo mais divertido e comovente. Os meus, rapariga e rapaz, com 28 meses de diferença, já têm 22 e 20 anos, respetivamente. Foi uma decisão refletida e consciente, da qual nunca nos arrependemos!…

  5. António

    Junho 19

    Pela experiência que tenho, concordo em completo com o artigo e respetivo testemunho.
    Eu tenho 3 filhos com diferenças de 15 meses e 18 meses, do 1° para o 2• e do 2• para o 3• respetivamente.
    Neste momento têm 5, 4 e 3anos.

    Uma verdadeira luta diária, mas compensadora

  6. Mónica

    Junho 20

    Também tenho dois filhos com idades muito próximas… A menina tem atualmente 23 meses e o menino 7 meses e meio, têm uma diferença de 15 meses.
    A primeira gravidez foi bastante planeada, em contra partida a segunda sugiu inesperadamente. No dia em que confirmei a segunda gravidez, vivi um reboliço das mais diversas emoções. Recordo-me de ter olhado para a minha princesa, tão pequenina e ainda tão dependente da mãe, e de ter pensado que a situação seria um género de traição à minha filha, que iria ter que a privar de parte do amor e da atenção que tinha planeado serem apenas destinados para ela… Levei algum tempo para me habituar à nova situação.
    No momento em que nasceu o meu segundo filho, e olhei para aquele ser tão meu quanto o primeiro, arrependi-me bastante desses primeiros pensamentos e percebi de imediato que afinal eu nao teria que dividir o meu amor com os dois, esse amor teve sim a capacidade de se multiplicar… O tempo e a atenção não se multiplicam, esses aspetos temos inevitavelmente que aprender a dividir e gerir consoante as necessidades dos nossos pequenos!
    Ainda me encontro na fase muuuuiiiito complicada do desenvolvimento dos nossos filhos, enquanto crianças com idades próximas (embora eles me facilitem a vida, ela um amor, que se adaptou ao irmão de uma forma excelente, é muito carinhosa com ele, e ele por ser tão sossegado e alegre, ainda não deram uma única “noitada”), as necessidades de cada um ainda são muito diferentes e nós temos que atender a tudo de igual forma, o que por vezes é bastante complicado… as fraldas a dobrar, os biberões a dobrar, as chupetas que por vezes até são partilhadas ;-), o carro de passeio que passou a ser duplo, os banhos a dobrar e em banheiras diferentes, as sopas diferentes… Tudo isto faz-nos chegar ao final do dia, principalmente nos dias úteis, em que para alem de sermos pais, temos que desempenhar outras funções, completamente exaustos!!!
    Pessoalmente, considero ser ainda mais complicado gerir as necessidades e a forma de responder a essas mesmas necessidades em filhos que tenham idades próximas e em fases de desenvolvimento diferentes do que em crianças que sejam gémeas!
    Enfim, passados alguns meses, considero que a segunda gravidez tenha sido a melhor “partida” que o destino me pregou, os meus filhos começam agora a criar laços e é comovente observar a cumplicidade que cresce entre eles!! espero que daqui por alguns anos, também possa fazer um balanço positivo da situação e afirmar que valeu a pena o grande esforço inicial!!

  7. Ola, eu tambem cresci com 5 irmãos todos mais novos que eu. A nossa diferença e mais ou menos de 1 ano para cada um. Foi engraçado crescer e lembrar que tive sempre irmãos.

  8. Jheniffer Xavier

    Setembro 19

    Olá, tenho 21 anos, casada a 4 anos, tenho um filho chamado Kauan de 3 anos e dois meses, uma filha chamada Heloá com 9 meses e estou com suspeita de estar grávida de novo, Estou desesperada, só choro, mais como tenho um marido maravilhoso ele esta me apoiando bastante, e sabemos que nada é feita sem a permissão de DEUS, meu medo maior é que tenho problema com endometriose, só enhravido por causa dos vários remédios que tomo, e minhas duas e primeiras gestações foram de risco e os dois são prematuros e a terceira será também, o medico falou que a gestação será um risco pra mim e para o bebé. Agora o nervosismo toma conta para esperar os resultados dos exames !!!

    • admin

      Setembro 21

      Boa Sorte! Espero que corra tudo bem.
      Beijinhos e muita força!

  9. Alexandra

    Agosto 29

    Também.vivi essa experiência maravilhosa mas muito trabalhosa. Tenho uma menina com sete anos e um menino com seis, têm 13 meses de diferença. Foi toda uma aventura!
    No dia em que regressei ao trabalho após a licença de maternidade da primeira tive de também de dizer à minha chefe que já estava grávida do segundo 😊… E assim foi… Dois anos seguidos grávida! Não me arrependo de nada e recomendo vivamente!

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