Já andava a desesperar, mas compensou tanto!

Janeiro 20
4 Comments

Olá, olá! Já andava a desesperar, mas compensou tanto! A minha piolha mais nova é um terror para estudar, ainda é um bocadinho imatura e bebezona para toda a responsabilidade e quantidade de materia que um terceiro ano exige. É uma das mais novas da turma, pois só faz anos no final de novembro e isso nota-se relativamente ao esforço que necessita de fazer para acompanhar a matéria. É muito inteligente, com bastante pensamento lógico e tem uma grande memória, o que a tem ajudado a conseguir superar as dificuldades. E ela consegue, mas como diz o professor “sai-lhe do pêlo”. Sai-lhe a ela e a mim, pois as tardes de estudo não são nada fáceis! Para ajudar tem uma ligeira, muito ligeira dislexia, o que não ajuda nada na aprendizagem da escrita. Falei com uma amiga, terapeuta da fala, que lhe fez uma pequena avaliação e me ensinou algumas estratégias para a conseguir ajudar a lá chegar mais facilmente. Todos os trimestres tem um concurso ortográfico, onde escreve cerca de 25 palavras ditadas. Os meninos que têm menos de 3 erros vão para o quadro de honra do concurso, quem tem mais fica de fora e a minha filha nunca teve o nome no quadro. O que para ela é completamente desmotivante e eu estava com muito medo que lhe afectasse a autoestima. Comecei a trabalhar com ela de uma forma diferente, com alguns exercícios para a ajudar a conseguir ler e escrever com menos erros e com uma letra perceptivel.

Entretanto começaram as tabuadas em força e também estava a ser dramático. Teve “não satisfaz” no primeiro teste e veio da escola toda triste, disse-lhe para não se preocupar, que ela era muito inteligente por isso ía conseguir, que íamos estudar e de certeza que para a próxima seria muito melhor! Estudámos, estudámos e estudámos. Coitadinha, era tabuada todos os dias até ir para o banho, até a passear a Kica cantávamos a tabuada!

Mas confesso que não tinha certezas nenhumas que aquele método estava a funcionar. Já estava mesmo a desesperar, só pensava porque raio eu não conseguia ajudar esta minha filha?! Onde é que eu estava a errar?!!!

Ontem, quando as fui buscar à escola, a piolha vinha aos saltos de alegria. Como é uma brincalhona resolveu fazer uma cara triste quando disse que tinha recebido o teste e o resultado do concurso ortográfico. Eu fiquei em pânico até ao momento em que me começou a falar no “quadro de honra”, aí percebi que me estava “a dar baile”. Só teve dois erros no concurso ortográfico e pela primeira vez vai ter o nome no quadro! E para aumentar ainda mais a alegria, teve BOM+ no teste de tabuadas! Ela vinha tão feliz e eu fique tão orgulhosa. E o bem que isto lhe faz à auto-estima! Que bom!!!

Só de pensar nisto dá-me vontade de chorar, como é que eu pensei em desistir, cheguei a achar que seria melhor tentar pedir algum apoio porque não acreditei que a iria conseguir ajudar. Só pensava que era uma mãe de merda pois não conseguia ajudar a minha filha e afinal consegui! Claro que fico orgulhosa pela nota, mas o maior orgulho é vê-a feliz por ter conseguido ultrapassar as suas dificuldades.

Por outro lado, aprendi que muitas vezes achamos que o nosso esforço de mães não esta a ter nenhum resultado, mas mais cedo ou mais tarde, percebemos que vale sempre a pena, alguma coisa boa estaremos a fazer ao nosso filho. E se por acaso não resultar, não é porque somos más mães, pode ser porque não somos é boas explicadoras, mas estamos a ser óptimas mães porque os estamos a apoiar!

Beijinhos,
Mónica

  1. ELISA

    Janeiro 20

    amei o blog perfeito

  2. Madalena

    Janeiro 20

    ♡ ♡ ♡ ♡

  3. Carla

    Janeiro 23

    A exigência da 3.ª classe é muito grande, os miúdos dão matéria que nós dávamos no 5.º ano, acho que é demais, chego a ter pena deles…. acho que não têm ainda maturidade para as matérias que abordam, tanto a português, matemática ou estudo do meio!!
    As mães com quem falo, pensam o mesmo, mas quem somos nós para sermos tidos ou achados neste assunto …. os entendidos (que não sei quem são) e que determinam as metas curriculares baseiam-se em quê para incluir as matérias que deverão ser abordadas??? Eles são tão miúdos, acho que estão sobrecarregados…, estamos a criar crianças “stressadas”.
    Tenho uma menina com 8 anos e que anda na 3.º classe, graças a Deus tem-se portado muito bem, é aluna de Muito Bom, mas nós pais temos que estar sempre atentos e tentar sempre ajudá-los, embora à vezes a maneira como explicamos, nem sempre vai de acordo com a maneira como eles aprenderam….
    Um bjs

  4. Mônica,

    Não se grila com isso. Acabou essa história de que criança inteligente é criança que tira nota boa. Os nossos acadêmicos que pensam o ensino no país estão mais que ultrapassado e o final são crianças desinteressadas. Esse filme eu já vi.

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