Mãos na massa! por Clara Castela

Janeiro 30
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Quem brinca com as crianças sabe que adoram atividades sensoriais. Tudo o que implique mexer, moldar, amassar, mergulhar, provar, sujar, sentir, transmite-lhes sensações visuais, olfativas, táteis, gustativas e até sonoras, mas principalmente lúdicas únicas. O prazer que retiram destas atividades e brincadeiras é tão envolvente que querem repetir, e repetir, e repetir, e dedicam-lhes tanto tempo como concentração.

O que combate uma boa tarde de televisão é uma boa tarde de culinária. Cozinha versus sala e a felicidade acontece. Manipular utensílios de cozinha e ingredientes culinários fazem milagres numa tarde fastidiosa. Mãos na massa e voilá!

Neste caso particular, qualquer coisa serve. Cortar legumes para fazer sopa, ou frutas para uma salada, amassar e moldar uns scones, partir ovos, espremer limões, fazer gelatina, bolinhas de brigadeiro, enfarinhar-se, provar colheres de pau, desenformar, misturar molhos, lavar a loiça dando descanso à máquina, limpar a cozinha ( água, panos, esfregões, detergente que fazem bolas de sabão),  tudo isto me parece eficaz para momentos de grande aprendizagem, crescimento, autonomia e responsabilidade.

Para além de proporcionar momentos cúmplices e divertidos, as potencialidades destas tarefas vão muito além de uma atividade culinária em si mesma. As crianças sentem-se úteis nas atividades da casa, responsáveis na ação que praticam, aprendem a ler uma receita, aprendem matemática sem livros, conhecem os alimentos, os seus cheiros, propriedades, cores, texturas e sabores, sentem-nos. E que melhor forma de conhecer as coisas? Sentindo-as.

Momentos repetíveis, sempre. Mais dinâmicos do que ver filmes, mais estratégicos do que jogos em tablets, mais sensitivos do que pais a bocejar um cansaço intolerante à centésima visualização do Frozen. Mãos na massa! Já passou, já passou…

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