O CASAMENTO É PARA SEMPRE

Novembro 3
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A taxa de divórcio em Portugal, tem vindo a aumentar drasticamente nos últimos anos. Os dados provisórios dos Censos 2011, realizado pelo INE, mostram que o número de pessoas separadas ou divorciadas duplicou na última década.

Quando nos casamos, pensamos que será para sempre, mas na sociedade dos nossos dias, em que tudo é descartável e que as pessoas pensam mais em si próprias, manter uma relação duradoura é cada vez um maior desafio.

Não significa que as relações antes fossem mais perfeitas, mas com a emancipação da mulher, começamo-nos a impor de outra forma na sociedade e nos respectivos casamentos. Começámos a ter uma vida activa profissional, o que permite que as mulheres tenham uma vida fora de casa, conhecendo novas pessoas e novos horizontes.

Os filhos, as finanças, a família, os empregos, as ausências e a rotina são alguns dos grandes temas de choque entre os casais. A falta de tempo para a sua família e a quantidade de distracções que existem nos dias de hoje, fazem com que as pessoas se fechem cada vez mais em si próprias e com que a comunicação e o tempo de qualidade dos casais, seja cada vez menor.

Existem, no entanto, alguns factores que se tivermos em atenção e os cumprirmos, de forma disciplinada, ajuda a manter a cumplicidade, o companheirismo e o amor entre os casais.

Invista na sua Relação

Não ache que o amor do seu parceiro é garantido, invista tempo na sua relação. Surpreendam-se um ao outro! Tenham tempo de qualidade só para os dois – um jantar, uma saída à noite ou um fim-de-semana podem ajudar a recuperar sensações que muitas vezes já estão esquecidas.

  

Comunicar

Conversem, criem tempo e disponibilidade mental para falarem sobre os vossos sentimentos e relação. Digam o que realmente sentem, o que gostam e o que precisam, sejam verdadeiros, só assim o seu marido saberá o que realmente está a sentir. Sejam humildes e não estejam sempre na defensiva, o objectivo passa por as criticas serem construtivas, de forma a melhorar a relação entre ambos. Tente não criticar só por criticar. E não se esqueça de elogiar o seu marido quando o merece, pois da mesma maneira que todas precisamos de ser acarinhadas, eles não são excepção. Aprendam a valorizar as qualidades de cada um e procurem o timming certo para as grandes conversas. Nem sempre é boa altura para apontar o que está mal, devemos ter a preocupação de escolher os momentos mais calmos para falar dos assuntos mais importantes.

Somos todos diferentes, respeite isso!

Todos somos diferentes uns dos outros mas não significa que somos melhores ou piores. Claro que existem coisas que nos podem mesmo fazer alguma confusão, mas com base no respeito e compreensão, conseguimos aceitar essas diferenças e conviver com elas.

Tente sempre valorizar os aspectos positivos do seu parceiro e relativizar aqueles que menos gosta. De qualquer forma, não se esqueça que todos podemos ser melhores do que somos e ceder em alguns pontos não é falta de carácter, mas sim sinal de humildade e inteligência.

As diferenças entre os elementos do casal fazem com que a relação se torne mais preenchida e rica, pois podemos e devemos aprender uns com os outros. Sermos diferentes do nosso marido e termos interesses distintos é normal e bom para as relações. Ninguém deve fazer por alterar o seu gosto ou abdicar de interesses próprio de forma radical para agradar o conjugue. Nunca nos devemos esquecer, que foi por esse conjunto de características que nos apaixonámos pelo nosso marido.

 

Tentar resolver os obstáculos

Não finja que os problemas não existem, isso só irá ajudar a que se afastem. Procure em conjunto, uma solução para cada situação; trabalhar em equipa vai uni-los e fazer com que trabalhem para um fim comum que será positivo para os dois.

Não ache que resolve os seus problemas falando e tentando arranjar estratégias com outras pessoas. O seu principal cúmplice deve ser sempre o marido e não as melhores amigas, mães ou irmãs.

Estes pontos podem-vos parecer básicos demais, principalmente para quem se juntou há pouco tempo. O que é certo é que quando se instala a rotina e o stress do dia-a-dia, acaba por ser fácil esquecermos o que não pode ser esquecido… E mesmo sabendo que são premissas fulcrais, a tendência centra-se na escolha do caminho mais fácil, do deixar o tempo passar, do evitar as discussões ou discutir sem rumo. Temos de estar sempre atentas e criarmos em conjunto com o nosso marido um calendário de obrigatoriedades. Obrigatoriedades essas que garantam a continuidade de uma relação saudável para ambas as partes, alimentando as necessidades sentimentais e psicológicas de cada um.

Acredito que os problemas entre os casais, são essencialmente os mesmos e os problemas não se resolvem trocando de parceiro. O mais certo é voltarem a ter os mesmos problemas com o novo parceiro.

Os casamentos/ uniões devem durar toda a vida e tal como tudo o resto, há soluções para que não se tenha de desistir das coisas a meio… O amor alimenta-se com momentos criados entre duas pessoas. Eu, pessoalmente, casei com 21 anos (21!!) e 12 anos depois, continuo feliz com o meu marido. Os problemas são muitos e temos altos e baixos como qualquer casal, optando sempre por não desistir, recorrendo a muita comunicação, compreensão, amizade, partilha de força e muita cumplicidade.

Desejo-vos a mesma sorte!

Beijinhos,

Mónica

  1. susana

    Maio 26

    Olá Mónica,
    compreendo o que queres dizer… conheço o meu marido Há sete anos, casados há 3, e com uma filha com dois anos. O primeiro ano ao contrario do que se diz não foi de mel, mas de fel. Mas com muita paciencia e dialogo, continuamos juntos, com uma filha linda. TEmos problemas como todos os casais, mas no dialogo, compreensão, ceder e entender que o outro não é uma copia de nós e tem desejos e vontades diferentes. Costumo dizer que uma relação a dois, é como a faixa de Gaza um eterno equilibrio de diplomacia… sei que é uma visão pouco romantica, mas demonstra que para manter um casamento é mais dificil que acabar com ele.

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