Quando a vida nos dá segundas oportunidades!

Setembro 26
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Olá,olá! Quando a vida nos dá segundas oportunidades! Há dois anos escrevi um post sobre uma coisa que me arrependia de não ter feito quando as minhas filhas nasceram. E que se o tempo pudesse voltar para trás ou se fosse mãe pela terceira vez, faria diferente, que era guardar as células do cordão umbilical. Estranhamente a vida ouviu-me e deu-me essa terceira oportunidade e como é óbvio vou aproveitá-la!

Há nove anos ainda não existia tanta informação sobre este tema, mas agora está comprovado que pode salvar vidas, por isso considero que é um investimento prioritário. Não sabemos o dia de amanhã e se tivermos aqui mais uma hipótese de conseguir salvar a vida ou curar uma doença de um dos nossos filhos, então vale a pena. Se tinha alguma dúvida sobre este processo, depois de uma palestra que assisti no evento das Conversas com Barriguinhas, fiquei totalmente esclarecida e pronta a dar este passo.

Claro que me vou continuar a arrepender de não ter guardado as células delas, porque a  probabilidade de compatibilidade entre irmãos é de 25%. Se armazenasse as amostras de todos os filhos maximizava o potencial de utilização das amostras de sangue do cordão umbilical e teria mais opções terapêuticas disponíveis em caso de necessidade. Mas vamos ver as coisas pelo lado positivo e pensar que mais vale vinte e cinco do que zero 🙂

Na palestra da Crioestaminal, também fiquei a saber que já foram realizados mais de 40.000 transplantes com sangue do cordão umbilical, a nível mundial, e que este número tem vindo a aumentar ao longo do tempo. A maioria dos transplantes são realizados com células do próprio.  É verdade, que caso o bebé tenha uma doença genética que as suas células não poderão ser utilizadas para o seu tratamento. Mas existem doenças que surgem mais tarde, ao longo da vida, e nesses casos a utilização das células do próprio pode ser uma opção, pos são 100% compatíveis.

Fiquei também a saber que actualmente, são já mais de 80 doenças tratadas com recurso às células estaminais, mas existem centenas de ensaios clínicos em curso em doenças como a diabetes, o autismo entre outras, e cujos resultados poderão contribuir para o alargamento do âmbito de utilização das células estaminais do sangue do cordão umbilical.

Tendo conhecimento de todas estas vantagens, tratei de pedir o meu kit que já está aqui comigo prontinho para o momento que o baby Francisco decidir nascer 🙂 Claro que espero nunca precisar de utilizar as células estaminais, mas, pelo sim pelo não, prefiro ter mais uma opção de tratamento disponível!

Beijinhos,

Mónica

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