Será que vou amar os meus outros filhos como o primeiro?

Janeiro 24
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Olá, olá! Será que vou amar os meus outros filhos como o primeiro? A minha resposta é SIM!

Todas sabemos os muitos receios que temos quando nasce o primeiro filho, temos medo do parto, de não saber tomar conta da criança, temos medo, temos medo… tudo é novo e recebemos uma grande responsabilidade nas mãos. Um ser pequenino do qual somos responsáveis para o resto da vida e não sabemos se vamos ser capazes. É um novo tipo de amor, tão gigante que nos assusta. Quando eles nascem percebemos que é o melhor amor do mundo, só de olhar para eles ficamos com o coração cheio e os olhos a brilhar!

Mas quando sabemos que esperamos o segundo, o receio é outro, será que o vamos conseguir amar tanto como ao primeiro? Este era o meu maior receio, não sentir o mesmo grande amor, que tinha pela minha primeira filha.

Foi uma gravidez bastante complicada, como costumo dizer foi a maior e melhor surpresa que alguma vez tive na minha vida. Faltavam dois dias para a minha filha mais velha fazer um ano quando decidi fazer um teste de gravidez, apesar de achar que o atraso se devia a outra coisa qualquer, quando tchanan, o teste deu positivo. Pus as mãos à cabeça e não queria acreditar, quando estava a voltar a “ser gente” pois o bebé já ia fazer um ano, a chegar ao meu peso normal porque precisei de perder os 22 kg que tinha enchido da primeira gravidez, dizem-me que vai começar tudo de novo?! Não era nada disso que eu tinha planeado, mas tudo bem, um bebé é sempre bem-vindo e vamos para a frente com felicidade. Um mês depois tive um descolamento de placenta, mandaram-me ficar de cama e proibida de pegar ao colo a minha filha querida, as emoções como podem calcular estavam ao rubro, as hormonas aos saltos e o peso a subir novamente em flecha! Enfiem tudo isto numa misturadora bem gorda, podem calcular o batido que saia lá de dentro. Mau, muito mau! Decidi não aceitar algumas medidas do médico, não ia deixar de pegar na minha filha, ela já cá estava, tinha um ano acabado de fazer e eu não a ia “pôr de parte” (era isso que sentia) por ter um bebé na barriga; por outro lado tinha muito medo que ela se sentisse substituída ou com ciúmes da sua nova irmã.

Os meses passaram e o meu medo de não a amar da mesma forma que amava a irmã ia aumentando (acho que a maior parte das mães tem este medo mas são poucas as que o admitem, parece que é um tema tabu). Às 38 semanas a princesa nasceu, saudável e linda! No segundo em que a peguei ao colo os meus medos desapareceram, aquele amor que nos enche o coração, que nos faz as mulheres mais felizes do mundo só por olhar para aquele bebé, mostrou-se no meu coração e nesse momento percebi que o amor era o mesmo, puro e forte.

Agora com o nascimento do Francisquito não foi diferente, apesar das experiências anteriores. Durante a gravidez pensei que iria gostar sempre mais delas! “Já são minhas filhas há dez e onze anos” pensava eu, mas mais uma vez vi que estava errada. No segundo que o trouxeram para os meus braços fiquei cheia de amor por aquele ser pequenino. E apesar de só ter dois meses, o amor que sinto por ele é tão puro e enorme como o que sinto pelas manas.

Por isso queridas mães não se preocupem! Nenhum amor substituí ou é maior do que o outro e a força do sentimento é exactamente a mesma. Quer seja o primeiro, o segundo ou o décimo filho, o amor de mãe é sempre igual! O sentimento mais puro e bonito do Mundo!

Beijinhos,

Mónica

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